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E que venham as festas.

1 dezembro, 2009 · Deixe um comentário

Por Rachel Praça

O verão está chegando, além da preocupação com o corpo, a pele, e os cabelos, as unhas também não podem ficar de fora dos cuidados estéticos que fuzilam a cabeça das diversas mulheres nessa época. Para as festas de fim de ano, surge sempre a dúvida, usar o esmalte clarinho fino ou o aquele vermelho que chama a atenção de todos? Para quem acredita estar sem idéia e com medo de utilizar esmaltes que não combinem com seu tipo de pele na hora de pintar as unhas do pé e da mão, está muito enganado.

 

A Risqué Esmaltes disponibilizou em seu site, a coleção completa de todos os seus esmaltes disponíveis no mercado, dividindo eles entre suas características: cremosos, ultracremosos, cintilantes, metálicos, tons naturais e naturais com efeito gloss e os hipoalergênicos que são fabricados especialmente a pessoas sensíveis á composição dos esmaltes comuns. Com todos os nomes de cada esmalte e mostrando aos internautas as propriedades especificas de cada coleção, também é possível “brincar ” em um simulador on-line escolhendo a cor da pele e podendo testar as diversas cores para não fazer feio nas confraternizações de fim de ano.

Sem esquecer do público masculino, a Risque Esmaltes também destacou em seu espaço on-line, algumas opções de bases masculinas que são discretas e deixam as unhas e mãos dos homens com o mesmos cuidados que as mãos femininas merecem.

Para acompanhar essas e outras novidades: www.risque.com.br

E que venham as festas.

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Jóias também podem ser sustentáveis

26 novembro, 2009 · Deixe um comentário

Por Beatriz Koch

A grife mineira Dear B. aposta na sustentabilidade na produção de suas peças

Numa época em que todos estão preocupados em preservar o planeta, a marca mineira especializada em jóias artesanais Dear B. prima pelo bom gosto e pela perfeição na confecção de suas peças, aliando tudo isso ao conceito de sustentabilidade, em voga em todo o mundo.

Um dos objetivos da marca é fugir do lugar-comum, desenvolvendo produtos versáteis e atemporais, através da utilização de elementos naturais, como pedrarias e sementes. O carro-chefe da Dear B. são os anéis, mas pulseiras, colares, broches e outros acessórios complementam as coleções. As peças são feitas à mão, por profissionais talentosos e especializados.

A preocupação com a sustentabilidade e com o meio ambiente começa na extração das matérias-primas, extraídas e lapidadas no interior de Minas Gerais, gerando menor emissão de carbono e sem agressões à natureza. A montagem dos produtos também é realizada manualmente, e os desperdícios de materiais são evitados ao máximo.

A Dear B. participou da última edição do Minas Trend Preview, que aconteceu no mês de novembro em BH, apresentando uma coleção toda produzida com quartzo rutilado e prata 925. A marca foi convidada para expor suas peças no estande da AJOMIG – Associação dos Joalheiros de Minas Gerais.

Mais informações: www.dipanema.com.br.

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Louis Vuitton celebra o Natal

26 novembro, 2009 · Deixe um comentário

Por Beatriz Koch

Marca francesa apresenta uma série de idéias para presentes

Dos artigos em pele aos acessórios, dos relógios à joalheria, a grife francesa Louis Vuitton apresenta uma série de produtos para os presentes de natal.

 O icônico logo e Damier surgem em artigos diversos, incluino as malas “Stresa” e “Speedy”, a nova linha “Totally Monogram” e as práticas carteiras “Modulo” com a tela Damier Graphite, que já é um sucesso da marca.

Em uma luxuosa pele “Epi”, as novas malas “Epi Eletric” são um exemplo de elegância discreta, realçando a pele canelada com o seu novo aspecto brilhante e suas novas formas.

As intemporais coleções de relógio conciliam criação com Know-how. O novo tambour in Black GMT, um relógio masculino e moderno, e o Tambour Forever Diamonds, relógio feminino e ele elegante com bracelete em pele azul escuro, são exemplos disso.

As variadas agendas da grife também são super boas opções de presentes, afinal um novo ano vai se iniciar e com uma agenda LV nas mãos, seria incia-lo com chave de ouro.

Veja todas as opções em www.louisvuitton.com

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Confete e serpentina para comemorar

25 novembro, 2009 · Deixe um comentário

Por Pollyana Ferrari

Só temos números e boas histórias para comemorar o sucesso do aPUCultura. Foram 43.427 visitantes até agora, uma média de 290 visitantes/dia, 274 artigos publicados em 4 meses, 131 comentários e 27 categorias diferentes. Falamos de passeios, política, gastronomia, moda, cultura, crônica – tudo com o maior humor e textos gostosos de ler. O post “As amantes da música”, de Érica Perrazza, foi o mais lido, com 14 visitantes únicos.

Já estou com saudades de todos! Nós temos encontro marcado no terceiro ano (Crítica da Imprensa), mas no aPUCultura o encontro pode ser diário. Apareçam no blog em 2010.

bjs coletivos

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Nesse calor, vá de sorvete.

24 novembro, 2009 · 1 Comentário

por Amanda Barbosa

Sorvete de massa

Existem muitas versões sobre a verdadeira história da invenção do sorvete, mas a mais conhecida é a de que os chineses são os responsáveis por essa deliciosa e gelada criação. Os primeiros ingredientes utilizados eram a neve, sucos de frutas e mel. Para muitos historiadores,  Alexandre Magno foi quem introduziu o sorvete na Europa e seu processo de produção era um pouco diferente: misturava-se a salada de frutas com o mel e resfriava-se em potes de barro armazenados na neve.

Marco Polo, em uma de suas viagens à China em 1292, trouxe uma importante novidade para a Itália: o leite foi incorporado à fabricação do sorvete. Sua produção ainda era muito difícil, mas em 1846 a norte-americana Nancy Johnson inventou  uma máquina que além de congelar, agitava a mistura do sorvete. Hoje, os maiores produtores de sorvete são os EUA e são os grandes inventores de receitas muito saborosas e conhecidas em todo o mundo como o sundae, a banana split e o ice cream soda.

Sundae

Como gosto nenhum se discute na vida, cada um possui um sabor preferido de sorvete. E a dica da semana é a sorveteria Stuppendo, do chef e apresentador Eduardo Guedes, que além de satisfazer sua preferência gelada, oferece muitos outros sabores e novas experiências como sorvete de  abóbora com coco, caipirinhas, chá verde, gorgonzola, marzipan, pé de moleque, wisky e muito mais.

Outra boa dica e bastante conhecida e apreciada é a Gelateria Parmalat que tem como grande sucesso o sorvete de doce de leite com coco. Além dos deliciosos milk shakes e sobremesas que seguem a ótima qualidade dos sorvetes de massa.

Que venha o verão com tudo que ele traz de bom: sol, praia, férias, água de coco, sorvete e muita diversão.

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Exposição “Acid Rain” por Dede Fedrizzi

24 novembro, 2009 · 1 Comentário

Por Laura Canavezi.

Nascido no Brasil Dede trabalhou e viveu pelo mundo. Autodidata, aprendeu fotografia quando criança, pegando emprestada a câmera do pai. Mais tarde, dedicou-se ao trabalho de moda e publicidade, mas sempre flertando com as artes plásticas. Muito cedo saiu do país, buscando experiências e vivências de mundo, essenciais para o seu trabalho. Nos anos em que viveu em Nova Iorque, estudou artes na Universidade NYU, e começou um mergulho gradativo no mundo artístico.                     

A cidade teve influencia fundamental no estilo do seu trabalho. Dede Fedrizzi já expôs em Zurique, Madri, Nova Iorque, Paris, Bienal de São Paulo, Bienal de Roma e Atenas.

Dede Fedrizzi

“Acid Rain”

O trabalho de Fedrizzi sempre foi denso. Mas pela primeira vez, talvez pela influência dos ares tropicais, a densidade dá lugar a uma leveza de verão, uma explosão de cores. A mulher aparece distante, quase indiferente. Uma sobrevivente do que restou, em um mundo pós- aquecimento. Dede nos mostra um pouco do futuro, onde o céu tem cores ácidas e as ruas são quase vazias.

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Festival Natura Nós About Us

23 novembro, 2009 · 1 Comentário

por Mariana Figueiredo
@mari_afigue

No último final de semana (21 e 22 de novembro) a cidade de São Paulo foi palco de mais um festival de música. Depois do Maquinaria e do Planeta Terra, foi a vez do Natura Nós About Us que, após mudança de local, aconteceu na Chácara do Jockey e teve como pano de fundo o tema da Sustentabilidade

Duas mil pessoas estavam presentes no primeiro dia que contou com uma programação voltada para à família. Turma da Mônica, Afro Mix, Meninos do Araçuaí e Palavra Cantada se apresentaram, e durante os intervalos dos shows, as crianças puderam participar de diversas oficinas educativas tais como construção de brinquedos a partir de materiais reutilizados, oficinas de percussão ministradas pelo grupo AfoReggae, jogos de conscientização na tenda da S.O.S Mata Atlântica entre outras.

Porta bitucas foram distribuidas ao longo do festival, assim como mudas de Urucum, Palmito, Ingá e Dedaleiro. Para comer, apenas comidinhas orgânicas.

foto Brunno Marchetti

 SEGUNDO DIA

Mais de 14 mil pessoas compareceram ao segundo dia de shows. O tímido público presente no primeiro show do dia, da banda AfroReggae, foi crescendo ao longo das apresentações. Arnaldo Antunes mostrou suas músicas fruto de seu último trabalho, o album Iê Iê Iê Iê, e Carlinhos Brown agitou a platéia que pareceu não se importar com toda lama devido à chuva da noite anterior. Brown desceu do palco e fez coreografias com a multidão que o acompanhava sorridente. Lenine fechou o ciclo de artistas brasileiros com um show que reuniu várias de suas músicas já conhecidas.

Carlinhos Brown agita o público/ foto Mariana Figueiredo

Por volta das sete e meia da noite Jason Mraz subiu ao palco para se apresentar pela primeira vez no país. De chapéu e roupa descontraída, o artista cantou algumas de suas músicas ainda desconhecidas. Sandy, da antiga dupla Sandy e Junior, fez uma rápida- e estranha- participação na música Lucky. Durante seu principal hit I´m yours o público, em coro, acompanhou o cantor enquanto os pingos de chuva começavam a apertar.

 

Primeiro show de Jason Mraz no país/foto Brunno Marchetti

Quando Sting subiu no palco o temporal que havia se formado deu uma trégua. Como principal atração do evento, o ingles saudou os presentes com as palavras “ Saudades São Paulo”. Mesmo ensopada e com os pés sujos de lama, a platéia curtiu os principais sucessos do cantor e contrabaixista desde os tempos do The Police.

Público de mais de 14 mil pessoas no show de Sting/ foto Brunno Marchetti

Para a última música, Sting trouxe ao palco seu antigo amigo Raoni. O cacique falou algumas palavras em sua língua nativa ( que obviamente não puderam ser compreendidas) e abraçou o cantor que tocava na “Fragile” -desta vez na guitarra. A imagem  marcou o fechamento do Festival que teve como pano de fundo discussões sobre a preservação do planeta terra.

Sting e Raoni/ foto Flavio Moraes

 para ver mais fotos do festival acesse http://www.flickr.com/photos/menino_ourives

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Bob Dylan lança álbum de natal e novo clipe

23 novembro, 2009 · 2 Comentários

Por Camila Alvarez

Bob Dylan lançou na semana passada o clipe da canção “Must Be Santa”, faixa do recém-lançado primeiro disco de Natal do cantor, “Christmas in The Heart”.

 Sim, pode acreditar, Bob Dylan deixou de lado sua face rebelde para usar uma peruca grisalha, um gorro de papai Noel, cantar felizes músicas natalinas e fazer caridade. Tudo ao seu estilo, claro. Sua voz velhinha, rouca e antipática dá o tom a 15 músicas com arranjos animados de blues, folk, gospel, polka e country.

No vídeo, Dylan aparece em meio a uma festa muito louca de Natal em uma residência. É a primeira vez que o cantor dá as caras em um de seus clipes desde “Not Dark Yet”, do álbum Time Out of Mind, de 1997. A aparente infantilidade e inocência do projeto de Dylan na verdade reflete uma temática cristã que há tempos o músico se identifica. “Christmas In The Heart” é o 47º disco do cantor e compositor norte-americano e inclui canções como “Here Comes Santa Claus”, “Winter Wonderland”, “Little Drummer Boy” e “Must Be Santa”.

Parte do o dinheiro arrecadado com os royalties de Dylan na venda do disco será doado para a instituição Feeding America, organização norte americana de combate à fome, e outras instituições internacionais de caridade. A idéia é que a ação beneficie mais de um milhão de pessoas durante o Natal. “É uma tragédia o fato de que mais de 35 milhões de pessoas nesse país – 12 milhões delas crianças – durmam com fome e acordem cada manhã sem a certeza de onde irão realizar sua próxima refeição”, declarou Dylan em seu site oficial.

 

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Informação e consumo 3G

21 novembro, 2009 · Deixe um comentário

Por Roni Fagundes – follow me

A convergência digital, notóriamente marcada pela presença de redes sociais dinâmicas  ambientadas no espaço público virtual,  cada vez mais influencia no modo de entender o mercado informacional e a maneira de trabalhar dos mais diferenciados segmentos profissionais, inclusive o jornalístico.

TV 2.0: mais uma plataforma para o profissional da comunicação

André Mermelstein, jornalista e  diretor da divisão profissional da Sony, falou por aproximadamente 1 hora a respeito da integração da TV 2.0 no novo mercado de consumo, propiciado pelas mudanças comportamentais decorrentes da revolução tecnológica que está em curso, a qual foi definida por Silvio Meira como “revolução cambriana”, no mesmo dia,  29 de outubro, durante o Media On, em São Paulo, já abordado aqui.

Mermelstein destacou as características do novo modelo de TV que, de acordo com ele, em breve será o hegemônico. Elas são: não-linearidade (possibilidade de assistir  qualquer programa a qualquer momento),  múltiplas plataformas (Tv na internet, no celular, games na TV, internet na TV, broadcast TV), Long Trail (emergência de nichos, oferta e consumo de produtos altamente segmentados, como músicas ou desenhos alternativos) e interatividade.

Essas quatro características da TV 2.0  são as bases dos novos modelos de negócios aos quais a mídia profissional terá que se adaptar para manter com viabilidade e êxito suas atividades.

Entre esses modelos de negócios figuram os conteúdos patrocinados, o merchandising, o advertainment (Advertinsing + entertainment), o marketing integrado e o broaded content, este último teve o Repórter Esso como seu precursor.

Mermelstein afirmou que “as pessoas têm uma visão muito limitada de interatividade” e que a interação do usuário com a TV 2.0 será muito mais avançada do que a vista hoje em dia com TVs como a digital,  HD-TV e IPTV, muito confundidas com a primeira, segundo ele.

Explicou que a TV digital “da forma como se coloca, é linear, de modelo broadcast, similar à TV analógica, sem grandes sofisticações”. A IPTV “não é TV pela internet, a rigor não é muito diferente da TV analógica convencional”.

Esclareceu que as plataformas mais aproximadas da TV 2.0 são (1) o celular 3G, cuja “novidade hoje está na convergência entre diversas plataformas e redes sociais” e (2) a BroadbandTV, cujos “principais fabricantes são ocidentais (sem mencionar quais), e representa a convergência entre TV e internet”.

Mermelstein exortou a plateia de que “a projeção de crescimento do tráfego de vídeo nas novas plataformas digitais nos próximos 6 anos é de 6 vezes”.

Convém aos profissinais da comunicação, formados e formandos, experientes ou noviços, refletir a esse respeito. O discurso de Mermelstein na íntegra pode ser acessado aqui.

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ônibus parte I

21 novembro, 2009 · Deixe um comentário

Uma viagem de ônibus é raramente tão emocionante como a que aqui será descrita.
Era uma manhã de quarta feira, como todas as outras. Nem tão ensolarada, muito menos chuvosa; não havia nenhuma alteração climática que fizesse pensar na especial estranheza que este dia assumiria.
Havia no ônibus os passageiros regulares, que se conheciam por acenos educados e cordialmente forçosos e não apresentavam nada de particularmente excitante (a não ser o moço que subia no ponto logo depois do lado, este sim enlouquecia as meninas que pareciam por vezes tomar o ônibus com o único propósito de admirá-lo.) E havia os passageiros que por ventura de um compromisso atípico terminavam por se juntar aos de sempre. Esta invasão estrangeira nunca era bem vista; os que adentravam logo percebiam os olhares maldosos dotados de uma hostilidade qualquer.
Nunca teriam antecipado o que entraria hoje em suas vidas e como aquilo lhes custaria a sair.
No ponto que segue o conjunto de edifícios azuis entrou no ônibus nossa heroína. Todos os passageiros estavam sonolentos e não a teriam notado não fosse a violenta inclinação que seu peso provocou ao pisar no primeiro degrau. Houve leve sinal de pânico.
Depois de um minuto e meio a Gorda conseguiu transpor os três degraus e o ônibus equilibrou-se novamente; apesar de ouvir-se claramente o profundo ronco do motor que a partir deste instante teve de trabalhar dobrado.
Todos a encaravam como se nunca tivessem visto coisa parecida antes (e de fato não tinham), porém, logo depois o choque passaria, não fosse o que aconteceu.
A Gorda tinha o dinheiro na mão e muita pressa. Foi caminhando aquele terço inicial do veículo que antecede a catraca. Entregou o dinheiro ao apreensivo cobrador que neste momento tinha todos os músculos de seu corpo tomados por um rigor inexplicável. A Gorda encheu os pulmões de ar, procurou, em vão, encolher a imensa barriga e lançou-se contra os ferros em direção ao outro lado. Assim como perspicazes e silenciosos observadores haviam antecipado: a Gorda entalou.
Paremos aqui por um segundo para descrever a magnitude do corpo desta mulher. Em primeiro lugar notava-se a altura descomunal, o que fazia com que sua pequena cabeça quase tocasse o teto do veículo. As crianças ousavam perguntar às suas mães se se tratava de um gigante; e as mães hesitavam antes de dizer que não. Suas mãos e pés eram minúsculos em comparação ao resto de seu corpo, era como um desafio à física que estes miúdos pés pudessem equilibrar seu corpo todo.
O que mais impressionava a todos, entretanto, era a magnitude da circunferência de sua barriga. Ela se parecia com um daqueles brinquedos de crianças cujas proporções se distorcem para atiçar-lhes a cabecinha. Seu rosto quase nada tinha de humano fora o nariz, a boca, os olhos, mas que também são atributos comuns a diversos outros animais que habitam a face da Terra. A estranheza que fazia desta mulher uma criatura tão assustadora era a vasta superfície de seu rosto e a concentração dos ógãos do sentido bem no meio de sua face, um pouco elevados. É evidente que as orelhas se encontram onde se espera. Não havia explicação científica satifatória para esta aberração anatômica.
A Gorda respirava de maneira ofegante, e adquiriu na cútis um tom distintamente avermelhado o que fez com que alguns passageiros cobrissem o rosto para não se sujarem com as entranhas que tingiriam o ônibus caso ela explodisse.
Os passageiros disfarçavam seus anseios olhando para a janela e apreciando a paisagem; uns com vergonha e outros horror. Finalmente uma criança gritou: “mamãe, aquela mulher vai morrer!”. Os adultos desdenharam a profética fala desta criança julgando-a indecorosa e sem tardar estamparam em seus rostos severos olhares de desaprovação.
O medo pairava e num momento que desesperou a todos a Gorda grunhiu dolorosamente um tom estridente que causou dor aos ouvidos de todos. O desespero era silencioso; alguns passageiros acreditavam que eventualmente ela conseguiria desvencilhar-se sozinha dos ferros e tornar-se motivo de risos solidário e histórias incomuns a serem contadas à mesa de jantar e mesas de botecos. Os pessimistas bufavam a desmarcar seus compromissos; os místicos rezavam freneticamente evocando o poder de deus; e os realistas não sabiam bem o que esperar.

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