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Já está em vigor a nova Lei de Adoção

8 Novembro, 2009 · Deixe um comentário

Por Aline Cestari

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Sessão do Senado que aprovou a Lei n° 12.010. (Fonte Agência Senado)

Desde 3 de novembro está em vigor a nova lei de adoção. Sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 3 de agosto de 2009, a lei n° 12.010 trás mudanças essenciais tanto para os que desejam adotar, quanto para os adotados, principalmente pelo fato de se criar um cadastro nacional e estadual de crianças e adolescentes em condições de serem adotados e de pessoas ou casais habilitados para adoção.

Pensando-se nos adotados os benefícios começam desde os abrigos. Pelas novas regras, as crianças e adolescentes não devem ficar mais do que dois anos nos abrigos de proteção, salvo alguma recomendação expressa da Justiça. Porém, não há qualquer explicação para o que acontecerá se a criança permanecer por um tempo maior no local de acolhimento. A partir da nova formulação os abrigos também devem mandar relatórios a cada seis meses para a autoridade judicial informando as condições de adoção ou de retorno à família dos menores sob sua tutela. Antes o juiz só tomava nota da entrada e da saída da criança e/ou adolescente do abrigo.

A opinião das crianças maiores de 12 anos também será escutada. Elas poderão opinar sobre o processo de adoção e o juiz deve colher seus depoimentos e levá-los em conta na hora de decidir. A lei determina também que os irmãos devem ser adotados por uma única família, exceto em casos especiais que serão analisados.

Já do lado de quem vai adotar a nova lei prevê que todas as pessoas com idade superior a 18 anos, e não mais 21, podem adotar uma criança ou um adolescente, independente de seu estado civil. A única restrição para a adoção individual que permanece é que o adotante tenha pelo menos 16 anos a mais que o adotado e sempre será avaliada pela justiça. Para casais exige-se a legalidade da união ou relação civil estável reconhecida judicialmente. Entretanto, para casais do mesmo sexo ainda não será permitida a adoção, pelo fato da união homossexual não ser legalmente reconhecida no país.

Há inovação também sobre o conceito “família extensa ou família ampla” que permite ao juiz dar preferência à adoção dentro da família, mesmo não sendo os parentes diretos da criança ou do adolescente. Nesses casos, tios, primos e parentes próximos, mas não diretos, têm preferência sobre o cadastro nacional e estadual de adoção. A lei sancionada também assegura a preparação prévia dos futuros pais e o acompanhamento familiar pós-acolhimento da criança ou adolescente, além da própria assistência à gestante ou mãe que queira entregar seu filho à adoção. As adoções internacionais serão realizadas em último caso, dando preferência à adoção nacional. Em caso daquela acontecer a lei exige que o estágio de convivência seja cumprido dentro do território nacional por, no mínimo, 30 dias. A medida está de acordo com a Convenção de Haia, de proteção à criança, em matéria de cooperação para a adoção internacional.

Ouça a opinião, dada ao Jornal Folha Online, de Ariel de Castro Alves, presidente da Fundação Criança de São Bernardo do Campo (SP) e membro do Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente), de Eli Alves da Silva, presidente da Comissão Especial de Direito à Adoção da OAB SP (Ordem dos Advogados do Brasil) e Leila Rocha Sponton, defensora pública do Estado de São Paulo sobre a nova lei de adoção.

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A vaca premiada

7 Novembro, 2009 · Deixe um comentário

por Luís Camargo

Até onde meus olhos hipermétropes me permitem ver a mediocridade anda alta por aí. Ok, assumo o fato de que o conteúdo de dentro contamina o material de fora, mas o que é nossa consciência senão um pedaço microscópico de uma realidade infinita. De qualquer maneira os graves e agudos não ressoam dentro dessa carcaça de carne e osso desde uma infância ancestral, em seu lugar um coro de frequências médias cantam um limbo sem fim. Na verdade, ultimamente, tenho procurado reencontrar essa infância esquecida. Sei que não é bom viver na nostalgia, mas gostaria de saber qual foi o momento exato em que deixei de ser uma criança feliz e criativa para me camuflar em meio a esses burocratas e suas relações protocolares. Se pelo menos fosse um índio lembraria do rito de passagem que inaugurou minha fase madura, mas de concreto nada tenho. Reais mesmo são as responsabilidades da vida adulta, que se impõe e arrefecem o espírito. Como recompensa para minha submissão recebo o salário para pagar as contas e um atestado de incompetência, já que o sal mensal drenou reiteradamente todo o líquido que lubrificava a possibilidade de criação.

Digo isso pois acho que a corrupção humana ocorre de fora para dentro. Dessa maneira, para localizar o momento em que me tornei um chato é preciso reconhecer quem e quais forças me persuadiram a essa condição mórbida. O problema é que essa tarefa não é nada fácil. A chance de estar documentada é mínima e provavelmente minha dislexia não me permitiria entender os códigos grafados. Mas por sorte esses dias contaram-me a história de um parto que me chamou a atenção. Pareceu-me uma luz distante para essa resposta tão crucial. É uma epopéia verídica e não difere muito da gênese de todos nós.

A criança que estava por nascer  vinha de um útero comum, não um qualquer, mas um desses que pare o que todos parem. Genérico também seria o dia não fosse o calor exagerado. Contrapondo-se a agitação dos inexperientes enfermeiros e do médico, que ansiava terminar logo com aquilo, pairava a tranqüilidade da parturiente e a preguiça visivelmente tropical do bebê que custava a sair. O obstetra tinha pressa pois um outro parto de maior importância e proporção não saia de sua cabeça; Afrodite, sua vaca premiada, estava prestes a dar à luz em sua fazenda.

Enquanto Afrodite esperava, na sala de cirurgia, não se sabe ao certo o porquê, mas o fato é que a criaturinha, em seu momento heróico e metamórfico, de aquático para terrestre, talvez pressentindo a vulgaridade do mundo profano que aguardava sua chegada, planejou uma entrada triunfal no planeta dos vestidos e extubados. Sim, queria nascer de bunda e só sairia dali se fosse de bunda. Os enfermeiros ficaram apavorados e o médico, enfurecido com o capricho estilístico da criança, esbravejou: – “Eu vou tira-lo daí, seja pelo pé, seja pela cabeça.”

A parturiente não entendia o que se passava e nada pôde fazer com o que se sucedeu, pois recebeu uma dose cavalar de anestesia. Sua barriga foi aberta e o bebê, chorando, arrancado de dentro de seu ventre. – “Foi o parto de mais um do rebanho!” – disse o médico que em seguida arrancou para sua fazenda, onde daria total atenção à vaca premiada.

Pobre criança! Bancou o preço pela entrada na cultura: lançada ao coro de freqüências médias, mas não sem antes urrar seu agudo lamento.

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Currículo mal formulado causa desinteresse pelas aulas de Educação Física

6 Novembro, 2009 · Deixe um comentário

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educação física

Por Rafael Carneiro da Cunha

A formulação do currículo é a principal causa do desinteresse dos alunos do Ensino Médio pelas aulas de Educação Física. A opinião é de professores e especialistas da área.

A formulação do currículo é a principal causa do desinteresse dos alunos do Ensino Médio pelas aulas de Educação Física. A opinião é de professores e especialistas da área.

O pesquisador da Universidade Estadual de Santa Catarina (UDESC) Rudney da Silva fez um estudo sobre a Educação Física no Ensino Médio noturno de escolas públicas de Florianópolis (SC). Ele constatou que há uma grande diferença entre o perfil dos alunos dos períodos matutino e noturno e que o currículo da disciplina não consegue contemplar os alunos que estudam à noite.

“Os alunos que estudam à noite não querem atividades desgastantes, como jogos de futebol. Eles preferem atividades mais lúdicas e de relaxamento”, diz. Segundo Silva, a maioria desses estudantes trabalha durante o dia e vão para a aula cansados. Para a pesquisa foram entrevistados 240 estudantes, além de professores de 24 escolas.

O problema observado no colégio particular Santo Américo, da cidade de São Paulo (SP), é outro. Muitas vezes os alunos não se interessam pelas modalidades tradicionalmente oferecidas, como futebol e vôlei. A opção encontrada foi oferecer uma diversidade maior de esportes, como natação, atletismo e pólo aquático.

Além disso, como o colégio trabalha com a questão do esporte desde o Ensino Infantil, é possível focar no Ensino Médio os jogos e suas estratégias, explica o coordenador da disciplina do colégio, Gedeon Piller.

“Nossos alunos têm um amadurecimento ao longo de anos em relação à prática de esportes na escola e isso faz com que poucos não queiram participar das aulas. Normalmente são meninas, que justificam que não têm habilidades. Mas buscamos encontrar essa habilidade junto com elas, seja na pista de atletismo ou nas piscinas”, diz o coordenador.

Interdisciplinaridade

Segundo a Lei de Diretrizes e Bases (LDB), o Ensino Médio, última etapa da educação básica, busca consolidar e aprofundar os conhecimentos adquiridos no Ensino Fundamental, preparando o adolescente para o mundo do trabalho e para uma atuação cidadã na sociedade.

Para isso, os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) de Educação Física estabelecem que o ensino da Educação Física no nível médio deve primar pela diversidade, trabalhando com esportes coletivos, individuais, lutas, atividades rítmicas e expressivas, convivência com o outro, discussões sobre regras, saúde e sobre o esporte na mídia.

Diante da abertura possibilitada pela legislação brasileira, uma solução indicada pelos especialistas é trabalhar de maneira interdisciplinar, colocando a Educação Física em diálogo com as outras disciplinas.

Silva salienta que é extremamente importante essa maneira de trabalhar porque mostra ao aluno o motivo de aprender tal assunto e vivenciar na prática o que ele aprende na teoria dentro das salas de aula. “Infelizmente muitos professores não fazem isso porque não aprenderam assim na universidade”, diz.

Independentemente das soluções encontradas para o trabalho da Educação Física no Ensino Médio, segundo Silva, não se deve perder de vista os benefícios que ela traz para o aluno, seja no âmbito da saúde corporal ou no âmbito social atuando na formação de cidadãos.

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As meninas sobem ao palco

6 Novembro, 2009 · Deixe um comentário

por Valéria Mendonça

as meninas          Lorena Vaz Leme(Clarissa Rockenbach) é sonhadora e romântica, Lia de Melo Schultz(Silvia Lourenço) é guerrilheira e idealista e Ana Clara Conceição(Luciana Brites) é uma modelo junkie. Rebeldes cada uma a sua maneira, As Meninas, premiado romance da escritora Lygia Fagundes Telles, saem do livro, escrito em 1973, e sobem ao palco do Teatro Eva Herz. Adaptado pela dramaturga Maria Adelaide Amaral e dirigido por Yara Novaes, a peça foca nas paixões e angústias dessas três garotas que vivem em um pensionato de freiras no período da Ditadura Militar brasileira.
 
De 31/10 a 13/12 - Sáb e Dom
Horário: sáb, às 21h e dom, às 18h
Preço: R$40,00(inteira) e R$20,00 (meia)

Teatro Eva Herz
Avenida Paulista – 2.073
Consolação
Fone: 3170.4059

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POST IT!

5 Novembro, 2009 · Deixe um comentário

Por Janaina Wagner

 

A partir desse sábado (26) o Centro Cultural Sao Paulo recebe a exposiçao Post-it – Cidades Ocasionais.

O projeto mapeou formas de utilização ou ocupação temporária de espaços urbanos, em diferentes cidades, ao redor de todo o mundo.

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Seminários sobre o tema também fazem parte da programação da mostra. 

Os conflitos que permeiam as relaçoes entre o público e o privado, tema hoje tao recorrente, sao apresentados a partir de vídeos, fotografias, textos, mapas e plantas.

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A iniciativa faz parte de um projeto do Centro de Arte Santa Monica e tem curadoria do artista espanhol Martí Peran.

 

CCSP

R. Vergueiro, 1.000 – Liberdade – Centro

Terça a sexta: 10h às 20h - sábado e domingo: 10h às 18h

Grátis

 

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Para riscar o passado

5 Novembro, 2009 · 1 Comentário

Por Mayra Siqueira

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Nenê, no Monaco da França

Os palmeirenses lembram-se vivamente do rebaixamento à segunda divisão, que “manchou” a história do time. Não há torcedor verdadeiro do Verdão que não tenha aquele sentimento de tristeza à lembrança da ocasião, e que não queira apagar de vez essa mácula na integridade do Palestra Itália.

Mas o sentimento não é apenas compartilhado pelos torcedores do Palmeiras. Atual artilheiro do Campeonato Fancês, o brasileiro Nenê do Monaco acabou se tornando em seu retorno ao clube europeu um dos principais jogadores da equipe. O meia-atacante admite que “não esperava isso”. “Minha função é dar o passe para o gol”, afirmou o jogador.

Mas nem tudo em sua carreira foram flores. O jogador ganhou destaque no Palmeiras do rebaixamento em 2002, e no Santos vice-campeão da Copa Libertadores de 2003, tendo perdido para o Boca Juniors na final. Depois de se transferir para a Europa alternou passagem pelo Monaco, sob o comando de Ricardo Gomes, com clubes espanhóis, até que voltou para a França, onde vive, segundo ele, a melhor fase de sua carreira.

Em entrevista concedida à Trivela após a partida, o jogador falou sobre sua atual fase, a esperança de voltar a ser convocado para a Seleção Brasileira, e do desejo de retornar ao Brasil para defender Santos ou Palmeiras outra vez.

Confira um trecho da conversa:

Esperava ser artilheiro, já que nunca foi jogador de fazer muitos gols?

Realmente eu não esperava isso. Sou meia, minha função é dar o passe para o gol, para o atacante. Mas minhas finalizações, minhas cobranças de falta têm sido muito boas. Estou aproveitando as chances que tenho, mas é mesmo uma surpresa ser artilheiro. No último jogo (3 a 1 contra o Boulougne fora de casa), marquei dois gols quase iguais de falta, muito bonitos. Não lembro da última vez que alguém marcou duas vezes de falta em um jogo. Foi ótimo, ajudei o time a ganhar, já que perdíamos.

Qual a torcida mais apaixonada que você já viu, dentre os clubes que defendeu?

As do Brasil são as mais apaixonadas, com certeza, o Palmeiras e o Santos. As espanholas também cantam bastante e incentivam.

Você já teve oportunidade de atuar no Brasil, na Espanha e na França. Qual a diferença entre as ligas?

Bem, a Espanha é bem parecida com o Brasil, mas é um estilo de futebol mais rápido, mais técnico; você tem que pensar muito rápido, senão complica, e perde a bola fácil. O francês é bem mais físico, truncado, mas é mais rápido que o brasileiro também, os caras correm o tempo todo. Se você pega a bola, já tem três em cima de você; é mais forte também, você não pode estar magro, senão os caras te derrubam (risos). O Brasil é pura técnica.

Como foi disputar a Libertadores pelo Santos, chegando até a final, e perdendo para o Boca Juniors?

Foi excelente. Quando o brasileiro começa a jogar, as etapas são buscar ser profissional, depois chegar a um clube grande, depois Libertadores e Europa. Ter participado da Libertadores foi a realização de um sonho. Fizemos uma excelente campanha, eu marquei gols importantes, mas, infelizmente, perdemos na final.

O que você acha que faltou para o time de Emerson Leão levar aquele título?

Quase nada. Perdemos chances de marcar na Argentina e levar o título lá. Tomamos gols que não poderíamos ter tomado e, no Brasil, eles vieram fechadíssimos. O treinador na época era o (Carlos) Bianchi, um excelente treinador. No fim, perdemos o título naquele jogo lá na Argentina. O grupo era excelente.

Você viveu um momento tenso e triste na história palmeirense, que foi o rebaixamento. Como foi fazer parte do time?

Foi realmente muito triste, mas tive momentos felizes. Com o Palmeiras eu tive meu primeiro impulso na carreira, consegui chegar à Seleção Brasileira. Não sei o que aconteceu, nada dava certo no time. Mas quem sabe um dia eu volto para o Brasil e jogo um ou dois anos, para riscar o rebaixamento da história do Palmeiras, e do meu coração. Foi um ano muito duro, aprendi muita coisa.

Qual era o clima na torcida e no elenco?

Não era um clima ruim. Até o último jogo, a torcida estava do nosso lado, até o jogo em que ainda tínhamos chance de escapar do rebaixamento. Mas, depois do rebaixamento, a torcida estava decepcionada, e com razão. Mas eles sempre nos apoiaram. Até hoje tenho carinho pelo torcedor palmeirense.

Leia a entrevista na íntegra clicando aqui.

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Nossa música e o Tio Sam

5 Novembro, 2009 · 1 Comentário

por Valéria Mendonça

O documentário Beyond Ipanema – Ondas Brasileiras na Música Global, finalmente chegou á capital paulista para a 33ª Mostra de Cinema Internacional de São Paulo, e foi muito bem recebido.

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O curta aborda a visão americana sobre a música brasileira, e a influência que esta teve nos nossos vizinhos do norte. Com participações de peso, como Caetano Veloso, David Byrne, Gilberto Gil, Devendra Banhart, Tom Zé, Seu Jorge, Bebel Gilberto, entre outros, os diretores Guto Barra e Béco Dranoff conseguiram juntar diferentes músicos americanos e mostrar o processo de redescobrimento da música brasileira.

Com histórias peculiares, como a trajetória da banda setentista Os Mutantes, o curta foi bastante abrangente, embora, segundo Béco, ainda exista “material para pelo menos mais três documentários de mesmo porte, projeto que deixaremos para um futuro que, espero, será próximo.”. Quando indagado porque figuras relevantes da música brasileira, como Chico Buarque e Maria Bethânia, foram deixadas de fora, o co-produtor foi categórico “Chico e Bethânia fazem enorme sucesso na Europa, e esse documentário foi feito levando em consideração a influência da música brasileira apenas nos Estados Unidos, por isso eles, e mais tantos outros, não foram mencionados. É claro que se houver um projeto similar com foco na Europa eles serão os primeiros a serem chamados.” dando a entender que tal plano não está fora de questão.

A Tropicália in Furs, loja de vinis situada em Nova Iorque e citada inúmeras vezes durante o curta, fez uma venda importante que acabou indo parar nas filmagens. Joel Oliveira, dono da loja, desfez-se de seu vinil mais caro, uma raríssima gravação de 1966 feita pela banda O’Seis, primeira formação de Os Mutantes, que vale U$5.000,00, hoje aproximadamente R$9.000,00.

A participação de novas bandas no documentário é marcante, a internacionalmente famosa Cansei de Ser Sexy, conhecida como CSS, teve um hit ocupando a posição 63 na Billboard, publicação musical americana de maior prestígio, sendo essa a melhor colocação que uma banda brasileira já obteve no ranking. Antonio Paoliello, o Nico, baterista da banda Garotas Suecas afirma que “foi um privilégio participar do curta, acho legal o Guto (Barra) pegar uma galera mais nova e misturar com clássicos da nossa música, como Gil e Caetano. Eu cresci escutando esses caras, eles foram uma inspiração para tudo que o Garotas já fez.”.

Samba, Bossa Nova, Tropicália, Electrobossa e Funk são alguns dos gêneros musicais brasileiros contemplados pelo documentário, que fala também de uma escola pública americana, a Frederick Douglass Academy, onde o ensino do Samba faz parte do currículo musical.

Exibido no MoMA, Museu de Arte Moderna de Nova Iorque, o curta teve ótima aceitação tanto pelo público brasileiro como pelo americano, que cada vez mais se surpreende ao descobrir a música brasileira.

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Le Parkour: Pular muros virou esporte !

5 Novembro, 2009 · Deixe um comentário

Por Amanda Arrivabene
Não estranhe se você começar a ver um povo pulando muros ou andando pelas paredes da cidade! É que a moda agora é praticar o Parkour, um esporte alternativo para quem quer desligar do caos da cidade, e desenvolver os limites da mente e do corpo.

O esporte foi criado nos anos 80 por um francês chamado David Belle, que se inspirou em seu pai, um cara que adaptou técnicas vietnamitas de combate. A regra básica é que nenhum obstáculo faz parar um homem que corre.

Não há um treinamento específico, pois cada desafio é diferente do outro. Tudo é uma questão de enfrentar as barreiras que vão aparecendo, sejam elas naturais ou em ambientes urbanos, combinando eficiência e controle.

Isso não significa que você vai sair por aí pulando sacadas! Comece por pequenas cercas, muros, sem se esquecer de alongar antes e depois de começar a praticar os exercícios. Aumente devagar o grau de dificuldade para c ondicionar seu corpo. E muito cuidado! nada de exagerar e querer se mostrar para acabar todo quebrado e ralado!

O Traceur – pessoa que praticar o Parkour – tem que combinar as capacidades naturais do seu corpo, como correr, saltar ou escalar com muita disciplina mental e raciocínio, para medir o grau de dificuldade dos obstáculos e qual a melhor maneira de superá-los.

O equipamento necessário? Só uma camiseta, uma calça leve e um par de tênis. Evite bermudas, pois elas aumentam o risco de acidentes.

Confira um pouco da arte de rua que vem dominando a cabeça de muitos jovens:

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Filme sueco com temática universal é exibido na 33ª Mostra em SP

5 Novembro, 2009 · Deixe um comentário

Por Aline Cestari

Estrelando Maya

Zandra Andersson no papel de Maja

Estrelando Maja – Prinsessa é um dos 424 filmes exibidos na 33ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. De produção sueca, o filme é dirigido por Teresa Fabik, de 33 anos. Em 2004 fez seu primeiro longa, O Efeito Ketchup (28ª Mostra) considerado o melhor filme nórdico de diretor estreante no Festival de Cinema de Gotemburgo.

O filme é uma comédia dramática das pessoas e de seus sonhos. Conta a história de Maja, uma jovem de 18 anos, com enorme talento para atuar e que sonha em ser atriz. Entretanto, tem-se uma barreira: ela está fora dos padrões da “estética do magro” praticamente imposta hoje pela sociedade; é uma garota acima do peso. Ainda assim, ela luta, tentando encontrar a força e a autoestima necessária.

Teresa Fabik estava presente na estreia de seu filme, no dia 28 – quarta feira, no Cine Bombrill – Conjunto Nacional, na Avenida Paulista. Comentou sobre o filme e respondeu a perguntas feita pelos presentes após a exibição do longa. Teresa declarou estar muito animada, pois esta é a primeira vez que o filme é exibido na América do Sul. “Espero que vocês possam relacionar tudo, apesar das diferenças culturais que existem” disse.

Apesar desta declaração o filme se mostrou com uma temática muito universal remetendo a sutis referências regionais do país, como uma ironia à cidade de Estocolmo e o modo de como a formatura do ensino médio é comemorada na Suécia, nada que prejudicasse o entendimento do filme.

A 33ª Mostra de Cinema Internacional em São Paulo aconteceu de 23 de outubro a 05 de novembro de 2009. Estrelando Maja – Prinsessa foi exibido quatro vezes. Dia 28 no Cine Bombrill, dia 29 na Reserva Cultural, dia 30 no Unibanco Arteplex e dia 31 na Cinemateca.

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E ele fica mais um pouco…

5 Novembro, 2009 · Deixe um comentário

Por Lari Gutierres

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Para a felicidade geral, a Sony Pictures anunciou que o documentário Michael Jackson’s This is it  ficará em cartaz no Brasil por mais duas semanas, devido ao grande sucesso.

Em todo o mundo o filme já arrecadou uS$ 71,3 milhões, e é o filme sobre show com maior arrecadação dos últimos tempos.

O Brasil foi o país em que o documentário estreeou em primeiro lugar no índice de faturamento, logo após vem Japão, Reino Unido, Alemanha, França, Austrália, China, Itália e Espanha.

Vale muito a pena assistir, se voce ainda não foi, corre que ainda dá tempo!

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