
Partindo do pressuposto de que a vida de um adolescente é uma corrida violenta para a primeira noite de sexo, o multifuncional Judd Apatow traz às telonas uma espécie de “A Vingança dos Nerds” (1984), ancorada em muitas sátiras de genitálias, humor negro e machista e personagens caricaturais. O filme “Superbad” traz, entre outras tramas, a história de Evan (Michael Cera) e Seth (Jonah Hill), dois amigos que vão se separar quando formarem-se no colégio e angariarem vagas em faculdades diferentes.
Junto com Foggel (Christopher Mintz-Plasse), terceiro amigo da “gangue”, eles sofrem nas mãos dos grandalhões do colégio e obviamente de todas as meninas que atravessam seus caminhos. Decididos a terminarem de uma vez com o maldito legado de “rejeitados”, eles tramam um plano que envolve álcool e falsidade ideológica. Logo, fica sob o encargo de Foggel fabricar uma identidade aleivosa, para que possa comprar bebidas alcoólicas sem se envolver em nenhum maior constrangimento. Uma vez com as bebidas em mãos, os três iriam embriagar as meninas, para que pudessem aproveitar-se delas.
Mas infelizmente, Foggel nem imaginava que, ao comprar as bebidas, iria assistir a loja sendo assaltada e, mais tarde, fazer amizade com os policiais (Seth Rogen e Bill Hadder) que deveriam salvá-la. Enquanto os amigos Evan e Seth tentavam conseguir as bebidas de alguma forma alternativa, Foggel ganhava um passeio com a polícia noite afora.
O filme traz à tona uma discussão que cada vez mais ganha espaço nas mesas de jantar entre famílias nos EUA e agora no Brasil. “Este tipo de besteirol americano compromete a educação de uma criança?”, “É negativo proibir o filho de assistir um filme nesse tipo” ou “Até que ponto a classificação indicativa do filme pode interferir em quem o assiste?”. Apesar de receber críticas que se direcionam nesse sentido, o filme defende-se com uma das principais matrizes da legislação americana, a “liberdade de expressão” e, como os produtores de “American Pie”, “Não é mais um besteirol americano” e “Meninas malvadas” adota o simples e unilateral discurso do “Não gostou? Não assista”.

Título no Brasil: Superbad – É Hoje
Título Original: Superbad
País de Origem: EUA
Gênero: Comédia
Classificação etária: 16 anos
Tempo de Duração: 114 minutos
Estréia no Brasil: 19/10/2007
Site Oficial: http://www.superbadehoje.com.br
Estúdio/Distrib.: Columbia Pictures
Direção: Greg Mottola
Elenco
Jonah Hill (Seth)
Michael Cera (Evan)
Christopher Mintz-Plasse (Fogell)
Bill Hader (Policial Slater)
Seth Rogen (Policial Michaels)
Martha MacIsaac (Becca)
Emma Stone (Jules)
Aviva Farber (Nicola)
Joe Lo Truglio (Francis)
Kevin Corrigan (Mark)
Clement Blake (mendigo)
Erica Vittina Phillips (Mindy, caixa da loja)
Joe Nunez (vendedor da loja)
Dave Franco (Greg, o jogador de futebol)
Marcella Lentz-Pope (Gabby)
Trilha Sonora
“Panama”
“Too Hot To Stop”
“Do Me”
“P.S. I Love You”
“Here I Come”
“Bustin’ Out (On Funk)”
“Roda”
“Soul Finger”
“Big Poppa”
“Feels Like the First Time”
“Pork And Beef”
“These Eyes”
“Are You Man Enough”
“Are You Man Enough?”
“Aces of Spades”
“Stranglehold”
“Echoes”
“I’m Your Boogie Man”
“Pork e Beef”
“My Favorite Mutiny”
Judd Apatow
O produtor, roteirista, diretor, e cineasta organizou a filmagem dos controversos:
“O Âncora”
“Virgem de 40 Anos”
“Rick Bobby – A Toda Velocidade”
“As Loucuras de Dick & Jane”
“Ligeiramente Grávidos”
Por Júlia Couto e Pedro Meletti

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