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Os vencedores da 31ª Mostra Internacional de cinema de São Paulo

4 Novembro, 2007 · Deixe um comentário

        

     Após duas semanas de efervescência cinematográfica e cultural, encerrou-se na noite do dia 1 de novembro a 31ª Mostra Internacional de cinema de São Paulo, com uma cerimônia de premiação realizada no Memorial da América Latina. A premiação foi apresentada por Serginho Groisman e Marina Person e foi seguida por uma exibição especial do novo filme dos irmãos Coen, “Onde os Fracos não têm vez”, pela primeira vez no Brasil.        

     Pelo terceiro ano consecutivo um filme brasileiro – ao menos em parte – ficou com o principal prêmio da noite. “O Banheiro do Papa”(co-produção entre Brasil, Uruguai e França), dirigido por Cesar Charlone (diretor de fotografia de “Cidade de Deus”) e Enrique Fernández, foi eleito o Melhor Filme pelo Júri Oficial da Mostra. O júri apontou que o filme apresenta “autenticidade na descrição da luta pela sobrevivência dos mais humildes”. O mesmo prêmio foi dado aos filmes brasileiros “Cinema, Aspirinas e Urubus”, em 2005 e “O Cheiro do Ralo”, em 2006.        

     Charlone lembrou do esforço e da colaboração de cada um para o sucesso do longa ao subir no palco ao lado de alguns companheiros de filme. “Como um uruguaio bem brasileiro que sou sempre quis compartilhar a visão do Uruguai que eu conheço com aqueles que me cercam”, agradeceu o diretor. O filme é oescolhido para representar o Uruguai na competição para indicações ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira.        

     O júri concedeu ainda outros quatro prêmios para longas-metragens. O longa polonês “Truques“, de Andrzej Jakimowski ganhou o Prêmio Especial. O de melhor atriz foi para a brasileira Carla Ribas, por “A Casa de Alice“. “Transformaram Nosso Deserto em Fogo“, de Mark Brecke o de melhor documentário. E o de revelação foi para o venezuelano “Postales de Leningrado“, de Mariana Rondon, que também ficou com o troféu do público do Festival da Juventude (concedido por estudantes do ensino médio.        

     A Questão Humana“, do francês Nicolas Klotz, venceu o prêmio da crítica, votado por críticos e repórteres da Folha. E o homenageado com o Prêmio Humanidade foi o cineasta israelense Amos Gitai.           

     O júri popular elegeu cinco longas-metragens. “Into the Wild” (EUA) e “Persépolis” (França) foram consideradas as melhores ficções estrangeiras. “Pindorama - A Verdadeira História dos Sete Anões“, de Roberto Berliner, Leo Criverale e Lula Queiroga, foi o melhor documentário brasileiro e a melhor ficção nacional foi “Estórias de Trancoso“, de Augusto Sevá. “O Filme da Rainha“, do argentino Sergio Mercúrio, foi escolhido pelos freqüentadores do festival como melhor documentário estrangeiro.        

     Quase todos os vencedores, os filmes das retrospectivas e mais alguns outros poderão ser vistos na famosa “repescagem” da Mostra, a semana de programação adicional do evento. Esse ano as 86 sessões extras acontecem em duas salas: o Cine Bombril 1 (Conjunto Nacional, av. Paulista, 2.073) e o Cinesesc (r. Augusta, 2.075). A programação pode ser conferida por data.

     A seguir, o trailer do vencedor do festival paulistano, que ainda não tem previsão de estréia comercial no país.

Por Renata Garcia.

Categorias: Cinema

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