Por Roni Fagundes – follow me
A convergência digital, notóriamente marcada pela presença de redes sociais dinâmicas ambientadas no espaço público virtual, cada vez mais influencia no modo de entender o mercado informacional e a maneira de trabalhar dos mais diferenciados segmentos profissionais, inclusive o jornalístico.
André Mermelstein, jornalista e diretor da divisão profissional da Sony, falou por aproximadamente 1 hora a respeito da integração da TV 2.0 no novo mercado de consumo, propiciado pelas mudanças comportamentais decorrentes da revolução tecnológica que está em curso, a qual foi definida por Silvio Meira como “revolução cambriana”, no mesmo dia, 29 de outubro, durante o Media On, em São Paulo, já abordado aqui.
Mermelstein destacou as características do novo modelo de TV que, de acordo com ele, em breve será o hegemônico. Elas são: não-linearidade (possibilidade de assistir qualquer programa a qualquer momento), múltiplas plataformas (Tv na internet, no celular, games na TV, internet na TV, broadcast TV), Long Trail (emergência de nichos, oferta e consumo de produtos altamente segmentados, como músicas ou desenhos alternativos) e interatividade.
Essas quatro características da TV 2.0 são as bases dos novos modelos de negócios aos quais a mídia profissional terá que se adaptar para manter com viabilidade e êxito suas atividades.
Entre esses modelos de negócios figuram os conteúdos patrocinados, o merchandising, o advertainment (Advertinsing + entertainment), o marketing integrado e o broaded content, este último teve o Repórter Esso como seu precursor.
Mermelstein afirmou que “as pessoas têm uma visão muito limitada de interatividade” e que a interação do usuário com a TV 2.0 será muito mais avançada do que a vista hoje em dia com TVs como a digital, HD-TV e IPTV, muito confundidas com a primeira, segundo ele.
Explicou que a TV digital “da forma como se coloca, é linear, de modelo broadcast, similar à TV analógica, sem grandes sofisticações”. A IPTV “não é TV pela internet, a rigor não é muito diferente da TV analógica convencional”.
Esclareceu que as plataformas mais aproximadas da TV 2.0 são (1) o celular 3G, cuja “novidade hoje está na convergência entre diversas plataformas e redes sociais” e (2) a BroadbandTV, cujos “principais fabricantes são ocidentais (sem mencionar quais), e representa a convergência entre TV e internet”.
Mermelstein exortou a plateia de que “a projeção de crescimento do tráfego de vídeo nas novas plataformas digitais nos próximos 6 anos é de 6 vezes”.
Convém aos profissinais da comunicação, formados e formandos, experientes ou noviços, refletir a esse respeito. O discurso de Mermelstein na íntegra pode ser acessado aqui.




