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Informação e consumo 3G

21 Novembro, 2009 · Deixe um comentário

Por Roni Fagundes – follow me

A convergência digital, notóriamente marcada pela presença de redes sociais dinâmicas  ambientadas no espaço público virtual,  cada vez mais influencia no modo de entender o mercado informacional e a maneira de trabalhar dos mais diferenciados segmentos profissionais, inclusive o jornalístico.

TV 2.0: mais uma plataforma para o profissional da comunicação

André Mermelstein, jornalista e  diretor da divisão profissional da Sony, falou por aproximadamente 1 hora a respeito da integração da TV 2.0 no novo mercado de consumo, propiciado pelas mudanças comportamentais decorrentes da revolução tecnológica que está em curso, a qual foi definida por Silvio Meira como “revolução cambriana”, no mesmo dia,  29 de outubro, durante o Media On, em São Paulo, já abordado aqui.

Mermelstein destacou as características do novo modelo de TV que, de acordo com ele, em breve será o hegemônico. Elas são: não-linearidade (possibilidade de assistir  qualquer programa a qualquer momento),  múltiplas plataformas (Tv na internet, no celular, games na TV, internet na TV, broadcast TV), Long Trail (emergência de nichos, oferta e consumo de produtos altamente segmentados, como músicas ou desenhos alternativos) e interatividade.

Essas quatro características da TV 2.0  são as bases dos novos modelos de negócios aos quais a mídia profissional terá que se adaptar para manter com viabilidade e êxito suas atividades.

Entre esses modelos de negócios figuram os conteúdos patrocinados, o merchandising, o advertainment (Advertinsing + entertainment), o marketing integrado e o broaded content, este último teve o Repórter Esso como seu precursor.

Mermelstein afirmou que “as pessoas têm uma visão muito limitada de interatividade” e que a interação do usuário com a TV 2.0 será muito mais avançada do que a vista hoje em dia com TVs como a digital,  HD-TV e IPTV, muito confundidas com a primeira, segundo ele.

Explicou que a TV digital “da forma como se coloca, é linear, de modelo broadcast, similar à TV analógica, sem grandes sofisticações”. A IPTV “não é TV pela internet, a rigor não é muito diferente da TV analógica convencional”.

Esclareceu que as plataformas mais aproximadas da TV 2.0 são (1) o celular 3G, cuja “novidade hoje está na convergência entre diversas plataformas e redes sociais” e (2) a BroadbandTV, cujos “principais fabricantes são ocidentais (sem mencionar quais), e representa a convergência entre TV e internet”.

Mermelstein exortou a plateia de que “a projeção de crescimento do tráfego de vídeo nas novas plataformas digitais nos próximos 6 anos é de 6 vezes”.

Convém aos profissinais da comunicação, formados e formandos, experientes ou noviços, refletir a esse respeito. O discurso de Mermelstein na íntegra pode ser acessado aqui.

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Sobre o jornalismo e o consumo digitais

14 Novembro, 2009 · 1 Comentário

Por Roni Fagundes - follow me

O 3º Media On, maior fórum de jornalismo online da América Latina, foi realizado nos dias 27, 28 e 29/10 pelo Itaú cultural com o apoio da BBC Brasil e da CNN International. Contou com a participação de especialistas em comunicação e jornalismo digital, como Silvio Meira.

Media on

Interação no debate com Twitter

O especialista falou sobre a mudança comportamental e social que as novas tecnologias estão introduzindo. Nas palavras dele, está acontecendo “uma explosão cambriana. Estamos na era em que o público virou comunidade”. Para ele, isso implica que “os jornais perceberam que precisam se adaptar de alguma maneira. Não dá mais para ficar disponibilizando conteúdo apenas no papel. As empresas têm de criar o seu DNA de adaptabilidade. Muita gente está tentando fazer coisas diferentes”.

Da exposição do professor de engenharia de software da universidade federal de Pernambuco, é possível entender que, gradualmente, as formas digitais substituirão as convencionais no jornalismo. A mensagem final de Silvio Meira foi que as redes convergentes e sociais requerem mudanças nos meios de comunicação e no modo como produzem e organizam notícias e informações.

Confira o fórum sobre consumo de conteúdo online com Silvio Meira e André Mermelstein. Pode mudar sua maneira de pensar o jornalismo.

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Ele não teve tempo

12 Novembro, 2009 · Deixe um comentário

Por Mayra Siqueira

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Robert Enke, morto aos 32 anos

Robert Enke nunca foi um goleiro reconhecido como integrante legítimo da tradicionalíssima escola alemã de arqueiros, mas era um dos nomes de destaque na atualidade do país. Na terça-feira desta semana, o jogador titular da seleção da Alemanha foi morto, e de maneira completamente inesperada.

Enke faleceu na cidade de Hannover, atropelado por um trem. Posteriormente, a polícia da cidade confirmou, através de uma bilhete de despedida, que o goleiro cometeu suicídio e, segundo informações posteriores de sua esposa, o atleta de apenas 32 anos sofria de depressão desde os 26 – sendo que há três anos, perdeu sua filha de apenas dois por causa de um problema cardíaco.

Após ser atingido pelo trem a uma velocidade de cerca de 160 km/h em uma linha entre Hamburgo e Bremen, na região de Hannover, Enke faleceu deixando esposa e uma filha adotiva de oito meses, apenas.

“Posso confirmar que havia uma carta de despedida, mas em respeito à família não diremos mais nada”, declarou o porta-voz da polícia da Baixa Saxônia, Stefan Wittke, aos repórteres na quarta-feira.

Segundo a polícia, o automóvel de Enke estava estacionado a alguns metros dos trilhos, destrancado e com sua carteira dentro.

Enke, que jogava pelo Hannover 96, era o favorito à vaga de titular da seleção alemã na Copa do Mundo de 2010. Os treinamentos do time nacional foram suspensos na ocasião, e o amistoso marcado para o sábado contra o Chile foi cancelado.

A carreira do goleiro, iniciada há 14 anos, chegava ao seu auge nesta fase. Mas não teve tempo de aproveitar o seu apogeu. Ninguém esperava, e nem queria, que a Alemanha tivesse de encontrar outro goleiro de modo tão trágico, a sete meses da Copa.

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Homenagem a Enke perto da ferrovia

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