Por Álvara Bianca
Morreu na noite da última sexta-feira, aos 63 anos, o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta. Que estava internado no hospital Sírio-Libanês onde tratava de um câncer no intestino.
Pitta foi eleito prefeito da capital paulista graças ao apadrinhamento de sua campanha por Paulo Maluf. Administrou a prefeitura entre 1997 e 2000. Tendo sua gestão marcada por uma série de denúncias de corrupção, a principal delas intitulada de “escândalo dos precatórios”.
Em sua campanha o principal projeto para a cidade era a construção do Fura Fila, obra essa que em sua gestão foi feito apenas 3 km. E se tornou a grande marca de uma obra pública parada, com gastos excessivos e que outros prefeitos tentaram continuar.
Recebeu denúncias de sua própria mulher, Nicéa Pitta que mudou o nome depois da separação e virou Nicéa Camargo. Denúncias essas que envolviam também vereadores, subsecretários e secretários.
Em julho do ano passado, Pitta foi preso pela Polícia Federal na Operação Satiagraha. Que investiga crimes financeiros atribuídos ao banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity. Todos os investigados foram presos mas depois soltos.
Em abril desse ano foi preso pelo não pagamento de pensão à sua ex-mulher. Mas como estava em tratamento de câncer a Justiça autorizou a pena em prisão domiciliar.
Maluf mandou um telegrama à família: “Nossos pêsames pelo falecimento de Celso Pitta, que lamentamos”.
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), também lamentou a morte de Pitta. “Meus votos de pesar à família e aos amigos em um momento que todos nós sabemos que é muito difícil”, disse Kassab por meio de sua assessoria.
O velório de Pitta será hoje na Assembléia Legislativa de São Paulo. O enterro está previsto para as 17 horas no cemitério Getsêmani, no Morumbi.














