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As meninas sobem ao palco

6 Novembro, 2009 · Deixe um comentário

por Valéria Mendonça

as meninas          Lorena Vaz Leme(Clarissa Rockenbach) é sonhadora e romântica, Lia de Melo Schultz(Silvia Lourenço) é guerrilheira e idealista e Ana Clara Conceição(Luciana Brites) é uma modelo junkie. Rebeldes cada uma a sua maneira, As Meninas, premiado romance da escritora Lygia Fagundes Telles, saem do livro, escrito em 1973, e sobem ao palco do Teatro Eva Herz. Adaptado pela dramaturga Maria Adelaide Amaral e dirigido por Yara Novaes, a peça foca nas paixões e angústias dessas três garotas que vivem em um pensionato de freiras no período da Ditadura Militar brasileira.
 
De 31/10 a 13/12 - Sáb e Dom
Horário: sáb, às 21h e dom, às 18h
Preço: R$40,00(inteira) e R$20,00 (meia)

Teatro Eva Herz
Avenida Paulista – 2.073
Consolação
Fone: 3170.4059

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Bate-papo com Denise Fraga

31 Outubro, 2009 · Deixe um comentário

Por Thaís Teles

Denise_FragaPegar uma escova de cabelos e começar a contar na frente do espelho, fazer poses para um público imaginário, imitar guitarristas, decorar falas de um personagem preferido. Quantas vezes não fizemos isso quando éramos pequenos? Alguns artistas, camuflados de personagens inusitados, são capazes de marcar uma época e de arrancar risos sinceros do público a todo instante. Denise Fraga, atriz com mais de  20 anos de carreira, pode ser considerada um ícone do humor brasileiro.

Dona de uma personalidade simples, inteligente e bem-humorada, a atriz conversou com estudantes de jornalismo da PUC-SP sobre Chen-Te, personagem que protagoniza em “Alma Boa de Setsuan”, além da carreira e outros projetos.

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Praça Roosevelt versão circense

29 Outubro, 2009 · Deixe um comentário

parlap

Grupo Parlapatões

Por Roberta Roque

             A Praça Roosevelt, região central de São Paulo, é conhecida pelas peças em cartaz nos teatros em torno da praça, dos bares e sua vida noturna. Durante quatro dias, iniciados a partir de amanhã (30 de outubro) atrações circenses darão um novo colorido aos arredores.
            O grupo de teatro Parlapatões, criado pelo diretor, ator, dramaturgo e palhaço Hugo Possolo, comandará a III Palhaçada Geral. O evento é um encontro de palhaços que tem como proposta reunir os grupos como: Doutores da Alegria, Parlapatões, La Mínima, Olaria Grandes Bosta, Circo Zé Brasil, Na Makaca e Jogando no Quintal.
             O evento ajuda a disseminar e popularizar o circo e a imagem do clown. A releitura contemporânea da máscara do palhaço se adapta ao teatro e à comicidade própria do circo, sem perder as raízes tradicionais do palhaço de lona.
            A terceira edição da Palhaçada Geral continua a sequência que o grupo Parlapatões vem realizando aproximando o circo das pessoas. No miolo teatral da Praça Roosevelt intervenções como essas aproxima a linguagem clownesca com o universo cultural de muitas pessoas que não tinham ligação cultural com o universo infinito do palhaço.

Serviço:

Palhaçada Geral

Onde: Praça Roosevelt
Quanto: As apresentações serão gratuitas
Quando:  30/10 às 22:00
31/10 às 00:30
31/10 às 16:00
31/10 às 19:00
01/11 às 01:00
01/11 às 17:00
01/11 às 20:00
01/11 às 23:00
02/11 às 17:00
02/11 às 17:00

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Uma Saudação à Primavera

23 Outubro, 2009 · 1 Comentário

Por Fernando Pierobon

Dia 30 de outubro estréia “as Satyrianas”, um festival de teatro organizado pelo grupo Satyros com quase 80 horas ininterruptas de intervenções e apresentações teatrais, além de debates, exibição de filmes e exposição de artes plásticas.

O grupo Satyros foi fundado em 1989 e na comemoração do segundo aniversário – em 1991 – os fundadores da trupe Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez resolveram criar a festa “Satyrianas – Uma Saudação à Primavera”.

atores do grupo satyros em cena

atores do grupo satyros em cena

Com uma vigília de 78 horas de atividades a festa tornou-se tradicional e hoje é um dos eventos culturais mais importantes da cidade de São Paulo. Já participaram desse evento atores consagrados como: Antonio Fagundes, Débora Bloch, Diogo Vilela, entre outros.

Esse ano para comemorar os 20 anos do grupo o evento será diferenciado, terá quatro tendas em sua programação: Dramamix, autores convidados apresentam peças de até 20 minutos a cada hora, com nomes como Sérgio Roveri, Evaldo Mocarzel e Alberto Guzik. Em Residência, grupos e diretores convidados ocupam espaço livre com intervenções e trabalhos. Há também a tenda Circo, comandada pelo grupo Parlapatões.

Já em Satyrianas Lado B, atores e atrizes lançam-se ao desafio de ocupar o tablado com outras atividades artísticas, com a participação de Guga Stroeter, Mário Bortolotto, Fernanda Dumbra, Gero Camilo, Paula Cohen, Celso Sim, Marisa Orth, Ivam Cabral, Tatiana Thomé, entre outros.

Além destas, haverá também um tenda dedicada ao cinema: Cinemix,que terá um espaço voltado para curtas e médias metragens.

Praça Roosevelt famosa pelos eventos culturais

Praça Roosevelt famosa pelos eventos culturais

Local: Espaço dos Satyros: Praça Franklin Roosevelt, 214

Preço(s): Grátis.

Data(s): 30 de outubro a 02 de novembro de 2009.

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80 Anos de Brilho

16 Outubro, 2009 · 2 Comentários

Por Vivian Elias

Fernanda Mont

Hoje, dia 16 de outubro de 2009, um dos maiores nomes da dramaturgia brasileira, para não dizer o maior, completa 80 anos. Arllete Pinheiro Esteves, ou Fernanda Montenegro, carrega, em sua bagagem de 60 anos de carreira, diversos prêmios nacionais, um Urso de Prata (Festival de Cinema de Berlim), uma indicação ao Oscar, mais de 200 teleteatros, 56 peças, 20 novelas e 16 filmes.

É dispensável enumerar aqui todos os atributos do talento excepcional de Fernanda que fazem dela uma referência no âmbito cultural do nosso país: todo o público brasileiro não só conhece o seu trabalho, como também a admiram e orgulham-se pelo fato de ela ter sido a primeira brasileira candidata ao prêmio de melhor atriz no Oscar de 1999, com o filme de Walter Salles, Central do Brasil – que também concorreu ao prêmio, na categoria de melhor filme. “A maior vitória para mim, e que agradecerei sempre, é ter podido sentar na primeira fila naquela noite da cerimônia do Oscar”, afirmou sobre a noite da premiação.

Marido e mulher juntos na peça "Felizes para sempre", em 1991.

Marido e mulher juntos na peça "Felizes para sempre", em 1991.

Sua carreira começou cedo. Em 1950, estreou a sua primeira peça: Alegres Canções nas Montanhas, onde conheceu Fernando Torres, com quem se casou pouco tempo depois, e ficou até o fim do ano passado, quando o ator faleceu.

É em homenagem a seu marido e amigo de toda a vida, que Fernanda concretizou o monólogo Viver sem Tempos Mortos, inspirado na vida e no legado da parisiense Simone de Beauvoir. A peça esteve em cartaz em teatros paulistas até junho, e encontra-se agora no Rio de Janeiro.

Em comemoração a entrada de sua nova década, um livro sobre a atriz, Fernanda Montenegro – A Defesa do Mistério, escrito pela jornalista e crítica cultural Neusa Barbosa, será lançado durante a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Esta não é, entretanto, a primeira obra dedicada a vida da aniversariante: A vida de Fernanda Montenegro trazia a transcrição de um depoimento dela para Tânia Coelho, no início da década de 80 e, em 1990, uma série de entrevistas resultou em Fernanda Montenegro, O Exercício da Paixão.

Durante sua trajetória, Fernanda pode trabalhar com grandes nomes, como Nelson Rodrigues, Paulo Autran, Silvio de Abreu, Sérgio Britto, entre outros. Mas todos os feitos impecáveis que são relacionados a seu nome, há décadas fazem com que ela se eleve como um fenômeno, alcançando o patamar desses grandes artistas, ou chegando mais longe ainda – fazendo com que todos que tiveram a oportunidades de conhecer, contracenar ou presenciar a obra da atriz sintam-se extremamente lisonjeados.

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Borboletas em Estreia

9 Outubro, 2009 · Deixe um comentário

Por Vivian Elias

Lya

Lya Luft, autora dos textos que inspiraram a peça.

 Estreia hoje a peça inspirada nos textos da poetisa, contista e romancista gaúcha Lya Luft, “As Borboletas da Alma” — com direção de Messias Carvalho e Julio Caézar Ribeiro.

A peça é dividida em sete cenas que refletem sobre loucura, morte e maturidade, temas sempre presentes na obra de Lya, que viveu tudo isso de maneira muito intensa em sua vida pessoal, como por exemplo, nas mortes em um curto espaço de tempo dos dois maridos que teve — um deles o psicanalista Hélio Pellegrino. Nas palavras da própria escritora: “A minha literatura nunca vai ser “aí casaram e foram felizes para sempre”. Minha literatura sempre nasceu do conflito, da dificuldade, do isolamento”.

 “As Borboletas da Alma” é um espetáculo que foi definido pelos seus criadores como uma exposição das relações humanas levando à análise da inversão de valores que a sociedade atual sustenta. O autor do texto e também diretor, Julio Caézar Ribeiro, é autor de mais de 20 espetáculos, incluindo “De Salto Alto” e “Um Brinde a Uma Solidão A Dois”.

A peça também faz parte da promoção “Clube Folha”. Quem faz parte deste, é só apresentar o cupom que ganhará 30% de desconto no valor do ingresso.

 

As Borboletas da Alma:

Teatro Coletivo. Rua da Consolação, 1.623. Centro.

Sexta, 22h30. Atpe 18/12. Ingressos: R$ 30,00.

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Improviso para crianças

8 Outubro, 2009 · Deixe um comentário

Por Roberta Roque

 

             O que é preciso mágico de nóspara prender a atenção de crianças em um teatro? Luzes coloridas, figurinos bem elaborados, cenário criativo, música? Bons atores com imaginação já seria o bastante para manter os pequenos entretidos, mas os outros elementos ajudam a compor a magia de ir ao teatro. A peça “Mágico de Nós” conta com todos esses requisitos.
            Primeiro espetáculo de improvisação da Cia. Jogando no Quintal destinado ao público infantil, “Mágico de Nós” adapta a história “O Mágico de Oz” para os palcos. Dorothy e seu cachorro vão encontrando os personagens– Espantalho, Leão e Homem de Lata – para criar outras histórias, improvisadas pelas idéias do público.
            O cenário vai se adaptando ao rumo da trama, assim como até mesmo a platéia se torna parte do cenário. As histórias, os personagens, o cenário, a música, tudo vai sendo inventado na frente dos espectadores.
            Com “O Mágico de Nós” a Cia. Jogando no Quintal mostra que é capaz de fazer improviso para os mais diferentes públicos. Apesar de a classificação da peça ser infantil, não significa que apenas as crianças conseguem se divertir. Aliás, em certas partes da montagem os adultos são os que compreendem melhor a história, isso sem desprender a atenção do público alvo. Como na cena em que se cria um paralelo entre o filme “O Mágico de OZ” de 1939 e o álbum Dark Side of the Moon, da banda Pink Floyd.
            O diretor e ator, César Gouvêa, consegue adaptar da melhor forma possível a história. Mesmo não sendo um trabalho muito fácil adaptar um improviso, já que nunca as histórias serão iguais. Isso faz com que sempre sejam interessantes os caminhos que os personagens seguem para conseguirem o cérebro, a coragem, o coração e voltar para casa.

Serviço:
O Mágico de Nós
Onde: Tucarena – Rua Bartira, esquina com a Rua Monte Alegre. Tel.: 2626-0938
Quanto: R$ 20,00
Quando: Sábado e Domingo às 16h
Duração: 70 minutos

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Perspicácia cênica

2 Outubro, 2009 · Deixe um comentário

ImprovavelEncenado e produzido pelos integrantes da Cia. Barbixas de Humor, o espetáculo Improvável tornou-se sinônimo de sucesso.

Criado há quase dois anos, a peça tem como objetivo desenvolver ao longo de duas horas a arte do improviso.

O mistério e a curiosidade são instigados ao longo de toda apresentação. Assim que chegam ao Tuca, os espectadores são convidados a escrever em pequenos pedaços de papéis nomes de músicas ou frases que acham profundas ou que simplesmente surjam em suas mentes.

Campainhas tocam e avisam o inicio do espetáculo. Eis que surge em cena o Mestre de Cerimônias (MC), protagonizado por Márcio Ballas, sua função é aquecer a platéia e dar uma pequena introdução de como funciona o espetáculo. Após alguns minutos, sobem ao palco os atores e jogadores – Anderson Bizzochi, Elídio Sanna, Daniel Nascimento, o quarto integrante é sempre um convidado especial.

Todos em cena e tem início o jogo. Diversos assuntos são sorteados e os atores dasafiados a criar cenas baseados em temas escolhidos pela platéia, devem seguir regras e, em alguns casos, inserir na pequena esquete o trecho de alguma música ou frase que haviam sido sugeridas pelos espectadores.

Segundo o site da Cia Barbixas de Humor: ” A cada apresentação dois atores são convidados para completar o elenco”. Dessa maneira, cada apresentação tem um ritmo e segue um roteiro diferente.

A temporada no Teatro da Universidade Católica de São Paulo (Tuca), foi iniciada no dia 3 de setembro e não tem previsão de encerramento. O espetáculo acontece todas as quintas-feiras, às 21:30. Os ingressos custam R$40,00 – estudantes e idosos pagam meia entrada.

Para os amantes do teatro e da perspicácia que marca a arte da realidade, esse é um programa essencial, que promete muitas risadas e satisfação. 

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Ainda não

1 Outubro, 2009 · 1 Comentário

Por Lari Gutierres 

Foi desmentido essa semana o boato que a série Friends seria adaptada para os cinemas.A Warner.Bros declarou á BBC que “não há verdade nessa história”. Os assessores de alguns atores como Courtney Cox e Matthew Perry também negaram que estivesse rolando algum acordo.O fato é que o seriado obteve um enorme sucesso, e durou 10 temporadas ficando no ar de 1994 até 2004.Mesmo sendo boato muitos fãs esperam que um dia Friends se torne filme mesmo, e certamente será um sucesso nas bilheterias mundiais.friendsO que nos resta é esperar e torcer para que Friends seja reproduzido também nas telonas.

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A Batalha Final

25 Setembro, 2009 · 1 Comentário

Por Fernando Pierobon

Em uma das mais polêmicas encenações do Teatro Oficina, que a trouxe pela primeira vez ao Brasil em 1969, a peça “Na Selva das Cidades” de Bertolt Brecht volta à cena em São Paulo com uma releitura feita pelo grupo Teatro do Incêndio.

O drama é baseado no conflito. Ele por si mesmo, quase metafísico, sem razões. Propõe um combate entre dois homens em um cenário de ruínas que nos fazem procurar explicações, porém a proposta é não ter explicação. O foco é na ação, não na motivação.

Cena de "Na Selva das Cidades"

Cena de "Na Selva das Cidades"

“Julguem com imparcialidade os métodos de luta dos adversários e dirijam o seu interesse para o round final”.escreveu ele no  prólogo de “Na Selva das cidades”.

O combate começa quando um livreiro chamado George Garga é surpreendido por um “negociante de madeira” chamado Schilink com a proposta de vender sua opinião sobre qualquer livro. A resposta negativa de Garga causa revolta em Schilink e assim inicia-se uma verdadeira guerra.

A vida dos dois passa a ser dedicada totalmente a esta guerra. Schilink perde toda sua fortuna e é expulso da cidade. Garga é preso, assiste à decadência de sua família e acaba na miséria.

A leitura feita pelo Teatro Oficina oferecia uma verdadeira luta de boxe. O espetáculo realmente era exagerado em violência para que ela fosse vista como queria Brecht – baseada no gestual dos atores. O Teatro Incêndio faz uma leitura menos agressiva, mais poética e com um pouco de humor.

Um adendo feito pelo grupo foi uma versão do poema de Brecht chamado “A lenda do soldado morto” que quebra o ambiente violento para falar, é claro, de guerra, porém com um pouco de poesia.

Como diz o autor no prólogo, o interesse e atenção deve ser dedicado ao round final. Assim como a maior parte da produção cultural de massas, em que todo o espetáculo se resume ao final previsível, no texto Brecht pede enfoque no final: Onde a batalha acaba?

Foto: Blog oficial do grupo Teatro do Incêndio

Na Selva das Cidades.

Direção: Marcelo Marcus Fonseca
Local: Funarte – São Paulo

Com: Liz Reis, Rene Ramos, Wanderley Martins, Zaira Barbosa e outros
Duração: 120 minutos
Classificação: 14 anos
Texto: Bertolt Brecht

Categorias: TV/Teatro