Arquivo do mês: outubro 2007

Roda Viva

               

Quando o assunto é música popular brasileira, é impossível não falar de Chico Buarque que por meio de suas canções continua a encantar gerações. Por isso, quem é fã de MPB não pode deixar de conhecer o bar Roda Viva. 

Criado em 2003 pela publicitária e fiel admiradora do compositor Tatyana Gomes, o bar é inspirado na obra de Chico Buarque. Além de levar o nome de uma das músicas mais conhecidas do cantor, no cardápio ainda há uma série de petiscos e bebidas que também recebem o nome de suas composições. (Confira aqui a discografia completa)

O pequeno salão, com capacidade de 50 lugares, aliado às fotos, reportagens e capas de discos expostas por toda parte dão um caráter intimista ao ambiente, tornando o Roda Viva um lugar ideal para reunir os amigos e ouvir boa música.

No estilo banquinho e violão, também fazem parte do repertório da casa outros artistas famosos da MPB como Tom Jobim, Vinicius de Moraes e Elis Regina, além de samba e chorinho.

Serviços:

Local: Rua Padre João Gonçalves, 162 – Vila Madalena        

Telefone: (11) 3815-2290

Preço: R$ 8,00 a R$12,00

Por Érika Stephan, Fabiana Colombo e Ribeirão

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Livro-reportagem revela história pouco conhecida

“Caparaó – A primeira guerrilha contra a ditadura” venceu edição do prêmio 2007, entregue na quinta-feira passada

POR RAFAEL ALBERTO

O 29º Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos foi conferido a trabalhos jornalísticos em nove categorias, além de menções honrosas, em cerimônia na quinta-feira, dia 25, em teatro no centro de São Paulo. A solenidade ocorreu na data em que se completavam 32 anos do assassinato, pela ditadura militar, do jornalista que dá nome ao prêmio – considerado um dos mais importantes do jornalismo brasileiro e o principal em direitos humanos, instituído quatro anos após a morte de Herzog.

Concorriam 271 produções, no total. Na categoria “Livro-reportagem”, a comissão achou por bem reconhecer a percepção de um experiente jornalista que aos 7 anos de idade testemunhou a mobilização de tropas do exército na cidade de Alegre (ES).

Criança, o futuro jornalista foi se inquietando sobre os mistérios que envolviam aquela movimentação – e que eram indícios da operação militar que pôs fim à primeira guerrilha contra a ditadura brasileira, a Guerrilha do Caparaó. Trata-se do livro “Caparaó – A primeira guerrilha contra a ditadura” (Boitempo Editorial).  

Ao querer responder àquela curisidade infantil, o jornalista Caldas acabou revelando ao país um dos seus episódios menos conhecidos. Na obra, o jornalista resgata este que, segundo ele, foi a primeira etapa da luta armada contra a ditadura, que só terminaria com a derrota da Guerrilha do Araguaia.

No discurso em que agradeceu o reconhecimento da premiação, Caldas declarou que apenas publicou, “mas quem escreveu o livro foi a história”. 

Na categoria “Revista”, a vencedora foi a reportagem sobre garimpo na Amazônia (“Época”). O troféu foi entregue por Antonio Carlos Malheiros, presidente da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo, integrante da comissão organizadora. Na categoria “TV – Reportagem”, a premiada foi a série de reportagens sobre mulheres que transformaram a comunidade onde vivem (Record). Em “Arte”, o vencedor foi o trabalho “Prisões humanizadas”.

Na categoria “Internet/Site”, o blog “Contador de homicídios”. Em “Rádio”, a série de reportagens sobre afrodescendentes recebeu o prêmio, que foi entregue pelo bispo auxiliar de São Paulo dom João Mamede Filho, que representou o arcebispo dom Odilo Scherer no evento. Na categoria “Jornal”, a premiada foi a série sobre brasileiros que vivem sob a “ditadura” do narcotráfico (“O Globo”).

Em “Fotografia”, a contemplada foi a imagem em que “PMs reagem com força à ação de bandidos” (“Diário de Natal”). Na categoria “TV – Documentário”, a série sobre a exploração na produção de fogos de artifício na Bahia (Record). Estudantes de jornalismo também foram premiados, com a reportagem vencedora “O quilombo dos tempos modernos luta por igualdade”, da zona leste.

O presidente do Sindicato dos Jornalistas, José Augusto Camargo, disse que os trabalhos vencedores contribuíram para o respeito ao direito civil, pelos qual todos os cidadãos são iguais perante a lei, que considerou o que “menos evoluiu” no país.

Théâtre du Soleil

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Após 17 anos de espera, o Sesc São Paulo finalmente conseguiu trazer Théâtre du Soleil para o Brasil. Com o espetáculo Les Éphémères (“Os Efêmeros”), o grupo teve sucesso de bilheteria, com todos os ingressos da temporada vendidos antes mesmo de sua estréia, dia 12 de outubro.

 

Contando com 4 apresentações da peça integral, e com 3 apresentações divididas em dois dias, o grupo em sua primeira turnê na América do Sul apresentou seu espetáculo mais recente. Composto por 29 esquetes de drama com um toque de humor que representam cenas do cotidiano – todas em francês com legenda – , Lês Éphémères dura seis horas e trinta minutos. Porém, a longa duração não é um problema, posto que as tramas em cena têm tudo para prender a atenção do público.

O cenário, que é móvel, é um dos principais destaques da peça. Empurrado pelos próprios atores que não estão em cena, ele gira o tempo todo em câmera lenta. Dessa forma, a platéia, que é distribuída dos dois lados do palco, tem total visão a todos os ângulos da peça. 

Se por um lado a peça é um espetáculo aparte, totalmente cativante; por outro, o público muitas vezes se sente desconcentrado após ter que ficar quase sete horas sentado numa platéia estreita feita de madeira. Os poucos que foram previnidos por amigos que assistiram o teatro previamente, levaram almofadinhas para aliviar a dor nas costas e no quadril. Mas mesmo esses tiveram que se submeter ao grande desconforto e forçar a concentração nas horas finais da peça.

 

Além da platéia mal projetada, o teatro também deixou a desejar quanto a legenda. Essa falhou mais de uma vez durante algumas esquetes inteiras ou durante parte de outras, forçando o público – majoritariamente ignorante quanto a língua francesa – a fazer uma interpretação puramente visual. Entretanto, nem a platéia nem as falhas na legenda foram suficientes para denegrir a obra eximia que estava sendo apresentada.

 

O espetáculo não aconteceu somente durante o tempo de apresentação oficial. Durante a recepção e nos intervalos, os camarins eram abertos ao público em tempo integral. Além disso, o ambiente da futura nova unidade do Sesc foi todo decorado recriando a sede do Théâtre du Soleil, uma antiga fábrica de armamentos nos arredores de Paris. Os atores, que se revesavam, ajudavam a preparar e a vender as comidas típicas, sempre sorridentes e disponíveis a conversas com o seu público.

 

Com doze contêineres vindos diretamente da França, além da própria platéia, o grupo trouxe seus próprios cenários, figurinos, piso de palco e até uma cozinha completa com todos utensílios necessários para produzir e servir refeições ao público. O espetáculo conta com uma trupe de 60 pessoas de cerca de 30 nacionalidades, se entendendo em 22 idiomas.

 

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Por Natalia B. Mazzolani

Gael García Bernal Estréia como Diretor

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Recebido no Brasil como o grande astro da Mostra de Cinema de São Paulo, o ator mexicano Gael Garcíal Bernal é foco de atenção por marcar presença em três longas-metragens do evento: “O Passado”, filme do diretor Hector Babenco que abriu o festival, “Sonhando Acordado”, de Michel Gondry, e “Déficit”, que além de ter o galã como protagonista, marca sua estréia como diretor.

Apenas com 29 anos, Gael é hoje um dos atores latinos de maior projeção internacional, tendo no currículo atuações em filmes como “Amores Brutos” (2000), “O Crime do Padre Amaro” (2002), “Diários de Motocicleta” (2004), “Má Educação” (2004) e “Babel” (2006). Agora, o ator lança sua carreira como cineasta na direção do filme “Défitit”, onde assume o papel de Cristobal, um rapaz rico que leva alguns amigos para um típico churrasco em um domingo de sol na sua casa de veraneio.

O tema do filme é a diferença de classes presente na sociedade mexicana, e é abordado a partir do conflito entre dois jovens: Cristobal, o dono da casa, e Adan, o filho do caseiro. Apesar da aparente simpatia entre os dois, Cristobal mostra-se incomodado com a integração de Adan com seus amigos e evita que este se sinta um membro da casa.

Embora o enredo não seja intenso, o filme é envolvente e promove rápida identificação do espectador, principalmente do público brasileiro. O problema é mostrado sem exagero e não tem a pretensão de levantar hipóteses, motivos ou promover soluções. Mesclando humor com questões reflexivas, “Déficit” faz uma interessante radiografia de uma luta de classes caseira.


México, 2007. 75 minutos.
Direção: Gael García Bernal
Com: Gael García Bernal, Luz Cipriota, Tenoch Huerta

Por Adriana Boghosian e Patrícia Blumberg

O Carnaval é agora!

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Ainda estamos em outubro, mas muita gente já está com a cabeça no ano que vem. 

Nessa época do ano, as escolas de samba trabalham a todo vapor na construção do desfile 2008 e para isso a reunião da comunidade é fundamental. Para fazer bonito na avenida, as agremiações promovem ensaios abertos em suas quadras que, invariavelmente, recebem um grande público, que há muito tempo deixou de se restringir apenas à comunidade. 

Os ensaios são acessíveis a diversas faixas etárias e, dependendo da quadra freqüentada, podem ser de graça. 

A tradicional Vai-vai cobra R$10 por pessoa com censura livre. Seus ensaios ocorrem aos domingos das 19:00 às 22:00 horas. (Rua São Vicente, 276, na Bela Vista) 

Na Camisa Verde e Branco a entrada custa R$5,00 com censura de 18 anos. Os ensaios ocorrem às quartas e domingos. (Rua James Holland, 663, Barra Funda) 

A X-9 Paulistana realiza seus ensaios  de quarta-feira, sexta-feira e domingo a partir das 20:00 horas. (Av. Luiz Dummont Vilares, 324,Carandiru).  

O Carnaval 2008 já começou. Não perca a chance de cair no samba desde já!

 Por Érika Stephan, Fabiana Colombo e Ribeirão

Reedição de Gabriel García Márquez vai para o cinema

O autor.

O romance adaptado do livro do escritor Gabriel García Márquez é um dos destaques da 31° Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que começou no dia 19/10 e vai até 1/11.

Por se tratar de uma adaptação de Gabo (como é chamado o escritor colombiano), a expectativa é grande, no entanto o diretor Mike Newell afirmou que Márquez somente aceitou a ceder os direitos do romance se obtivesse poder de veto sobre o produto final, portanto a transposição cinematográfica do romance não deve fugir muito ao tema do livro.

A história se passa em Cartagena, Colômbia, em meados do século XIX, e retrata o amor reprimido de Florentino Ariza (Javier Bardem) e Fermina Daza (Giovanna Mezzogiorno), que dura exatos 53 anos, sete meses e 11 dias, tempo em que os dois mal se vêem, mantendo o contato somente através de cartas onde declaram seu amor secretamente.

García Marquéz, que publicou o livro em 1985 afirmou que a inspiração para escrever o romance veio da história de amor vivida por seus pais. Outra boa nova é a presença da brasileira Fernanda Montenegro, além de muitos outros astros da América Central e do Sul, e 6.000 figurantes.

Em São Paulo, por enquanto, as sessões serão na Cinemateca/BNDES, Cinemark Shopping Eldorado e Unibanco Artiplex, nos dias 25,26 e 30/10, respectivamente.

O Gordo e o Nerd buscam sexo em besteirol americano

Rejuvenescidos para Superbad

Partindo do pressuposto de que a vida de um adolescente é uma corrida violenta para a primeira noite de sexo, o multifuncional Judd Apatow traz às telonas uma espécie de “A Vingança dos Nerds” (1984), ancorada em muitas sátiras de genitálias, humor negro e machista e personagens caricaturais. O filme “Superbad” traz, entre outras tramas, a história de Evan (Michael Cera) e Seth (Jonah Hill), dois amigos que vão se separar quando formarem-se no colégio e angariarem vagas em faculdades diferentes.

Junto com Foggel (Christopher Mintz-Plasse), terceiro amigo da “gangue”, eles sofrem nas mãos dos grandalhões do colégio e obviamente de todas as meninas que atravessam seus caminhos. Decididos a terminarem de uma vez com o maldito legado de “rejeitados”, eles tramam um plano que envolve álcool e falsidade ideológica. Logo, fica sob o encargo de Foggel fabricar uma identidade aleivosa, para que possa comprar bebidas alcoólicas sem se envolver em nenhum maior constrangimento. Uma vez com as bebidas em mãos, os três iriam embriagar as meninas, para que pudessem aproveitar-se delas.

Mas infelizmente, Foggel nem imaginava que, ao comprar as bebidas, iria assistir a loja sendo assaltada e, mais tarde, fazer amizade com os policiais (Seth Rogen e Bill Hadder) que deveriam salvá-la. Enquanto os amigos Evan e Seth tentavam conseguir as bebidas de alguma forma alternativa, Foggel ganhava um passeio com a polícia noite afora.

O filme traz à tona uma discussão que cada vez mais ganha espaço nas mesas de jantar entre famílias nos EUA e agora no Brasil. “Este tipo de besteirol americano compromete a educação de uma criança?”, “É negativo proibir o filho de assistir um filme nesse tipo” ou “Até que ponto a classificação indicativa do filme pode interferir em quem o assiste?”. Apesar de receber críticas que se direcionam nesse sentido, o filme defende-se com uma das principais matrizes da legislação americana, a “liberdade de expressão” e, como os produtores de “American Pie”, “Não é mais um besteirol americano” e “Meninas malvadas” adota o simples e unilateral discurso do “Não gostou? Não assista”.

Pôster do Filme

Título no Brasil: Superbad – É Hoje
Título Original: Superbad
País de Origem: EUA
Gênero: Comédia
Classificação etária: 16 anos
Tempo de Duração: 114 minutos
Estréia no Brasil: 19/10/2007
Site Oficial: http://www.superbadehoje.com.br
Estúdio/Distrib.: Columbia Pictures
Direção: Greg Mottola

Elenco
Jonah Hill (Seth)
Michael Cera (Evan)
Christopher Mintz-Plasse (Fogell)
Bill Hader (Policial Slater)
Seth Rogen (Policial Michaels)
Martha MacIsaac (Becca)
Emma Stone (Jules)
Aviva Farber (Nicola)
Joe Lo Truglio (Francis)
Kevin Corrigan (Mark)
Clement Blake (mendigo)
Erica Vittina Phillips (Mindy, caixa da loja)
Joe Nunez (vendedor da loja)
Dave Franco (Greg, o jogador de futebol)
Marcella Lentz-Pope (Gabby)

Trilha Sonora
“Panama”
“Too Hot To Stop”
“Do Me”
“P.S. I Love You”
“Here I Come”
“Bustin’ Out (On Funk)”
“Roda”
“Soul Finger”
“Big Poppa”
“Feels Like the First Time”
“Pork And Beef”
“These Eyes”
“Are You Man Enough”
“Are You Man Enough?”
“Aces of Spades”
“Stranglehold”
“Echoes”
“I’m Your Boogie Man”
“Pork e Beef”
“My Favorite Mutiny”



Judd Apatow

O produtor, roteirista, diretor, e cineasta organizou a filmagem dos controversos:

“O Âncora”

“Virgem de 40 Anos”

“Rick Bobby – A Toda Velocidade”

“As Loucuras de Dick & Jane”

“Ligeiramente Grávidos”

 

Por Júlia Couto e Pedro Meletti