Arquivo do mês: outubro 2009

Feriados sem graça

            por Adriano Lira

             O brasileiro não gosta de caveiras.

            Passaremos, hoje e depois de amanhã, pelas festas mais estranhas de todas e —  o mais impressionante — nenhuma dessas festas tem muita repercussão no país mais estranho de todos, o Brasil.Dia 31 de outubro, hoje, é o dia das Bruxas, o Halloween, e segunda-feira, dia 02 de novembro, é o dia dos Finados.

            O brasileiro é o povo que mais adora tomar um banho no lago do paganismo. O brasileiro acredita em Deus, em Jesus, na Zíbia Gasparetto, no Walter Mercado e no Saci Pererê ao mesmo tempo… e ainda acha que vai para o céu! Bom, quem sou eu para julgar? Mas o engraçado é que nessa terra abençoada por Deus e pelo Boitatá, não há espaço para caveiras, gostosuras, travessuras e festinhas no cemitério.

            E o dia das bruxas, o Halloween, se tornou uma das festas principais do país mais puritano da América, os EUA! Lá, aquelas abóboras tradicionais dominam o cenário e crianças vestidas que nem o Satanás ficam andando pelas ruas vazias pedindo doces e guloseimas para vizinhos satisfeitos, que passam a noite distribuindo quilos de balas para os rebentos transeuntes. Depois que crescem, os adolescentes se vestem como o Satanás e se refugiam em clubes, onde podem dançar e namorar. Depois que os adolescentes crescem, eles Jovens irritantes...passam a comprar quilos de balas e as distribuem para as criancinhas que passam pela rua. É um ciclo sem fim, fazendo com que todos fiquem acordados durante todo o Halloween.

            Enquanto isso, no Trópico de Capricórnio, adolescentes só sairão de casa porque hoje é sábado e tem balada. E nada de se vestir como o Satanás. No baile funk, as mocinhas vão do jeito que o Satanás gosta: sem roupas. E se alguma criancinha estiver andando pelas ruas, provavelmente ela será raptada por alguém e vendida ao exterior — portanto, as crianças não saem de casa e os adolescentes que crescem tomam conta das crianças. O 31 de outubro no Brasil não passa de uma data comum e sem graça.

            No dia 02 de novembro, há a festa mais divertida do México, a Festa do dia dos Mortos, onde as pessoas saem para celebrar e festejar pelos mortos que já não podem fazê-lo. A festa tem origem indígena, mas como os espanhóis adoravam uma festa, participaram da bagunça também. Neste dia, os cemitérios tornam-se um playground, onde todos decoram as sepulturas dos seus entes queridos, dançam músicas típicas e vestem caveiras típicas do Satanás enquanto comem MUITO, pois os vivos devem comer pelos mortos que já não o fazem. E ainda há os doces típicos, como as caveiras de açúcar, as balinhas de ossos e o pão dos mortos. Os vivos deixam também cigarros e tequila para os mortos. Os cigarros e a tequila sempre acabam – não é só no Brasil que roubam cemitérios

            Enquanto isso, no Brasil, uma parcela do pessoal está pouco se lixando para os defuntos: foge para a praia, demorando 18 h no trajeto São Paulo – Santos e passa o dia dos mortos comendo muito – mas frango com farofa, e na praia. Os mais velhinhos pegam seu carro e vão acender velas no Araçá – os mortos daqui passam mais fome. E o pior, alguns adolescentes que não vão à praia e acham cemitério um saco ficam estudando e fazendo trabalhos para a faculdade, o que é pior que a morte.

Só no Brasil mesmo…

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Bate-papo com Denise Fraga

Por Thaís Teles

Denise_FragaPegar uma escova de cabelos e começar a contar na frente do espelho, fazer poses para um público imaginário, imitar guitarristas, decorar falas de um personagem preferido. Quantas vezes não fizemos isso quando éramos pequenos? Alguns artistas, camuflados de personagens inusitados, são capazes de marcar uma época e de arrancar risos sinceros do público a todo instante. Denise Fraga, atriz com mais de  20 anos de carreira, pode ser considerada um ícone do humor brasileiro.

Dona de uma personalidade simples, inteligente e bem-humorada, a atriz conversou com estudantes de jornalismo da PUC-SP sobre Chen-Te, personagem que protagoniza em “Alma Boa de Setsuan”, além da carreira e outros projetos.

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Amazônia: decreto limita venda de terras a estrangeiros

Por Álvara Bianca

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Limitar a venda para controlar o desmatamento

O presidente Lula assinou na quinta-feira um decreto que estabelece regras para aregularização fundiária na Amazônia Legal. O decreto 6.992/2009 foi publicado no Diário Oficial da União.

Decreto esse que regulamenta o programa Terra Legal, que tenta regularizar cerca de 67,4 milhões de hectares da União na Amazônia. Tendo o apelido de “MP da grilagem”, começou a ser implantada em 19 de junho a partir da medida provisória 458.

Tem como objetivo uma estratégia de combate ao desmatamento na Amazônia, aumentando o conhecimento estatal sobre a ocupação da região, dando títulos de posse a quem está sobre áreas da União.

Pelas novas regras, os títulos concedidos para áreas de até 4 módulos fiscais (76 hectares em média) só poderão ser vendidos após dez anos da data da emissão. Para áreas de 4 a 15 módulos fiscais, a negociação só poderá ser feita após três anos. Em caso de venda, o decreto determina que somente poderão comprar as terras brasileiros natos ou naturalizados, o que exclui estrangeiros.

No caso dos proprietários rurais, o decreto determina que a soma das terras que o comprador já possui com a área a ser adquirida não poderá ultrapassar o limite de 15 módulos fiscais, observado, ainda, o limite máximo de mil e 500 hectares.

Também não podem estar inadiplentes com programa de reforma agrária ou de regularização fundiária e não devem exercer cargo ou emprego público no Incra, no Minstério do Desenvolvimento Agrário, na Secretária de Patrimônio da União ou nos órgãos estaduais de terras. E indica a regularização de áreas ocupadas por comunidades quilombolas.

No último dia 13 a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) aprovou o projeto de lei que limita a venda de terras rurais na Amazônia Legal a estrangeiros. No qual fica proibido a venda de terras com mais de 15 módulos fiscais.

E aqueles que forem adquirir terras com menos de 15 módulos devem ter residência fixa no Brasil, além de estarem a mais de dez anos no país. E os estrangeiros que já possuem terras poderam mante-lás se ficar comprovado que são produtivas.

Filme “Coco Avant Chanel” estreia hoje

Por Beatriz Koch

Depois de muita e muita polêmica, é finalmente hoje que acontece a estreia do filme “Coco Avant Chanel”, dirigido por  Anne Fontaine e protagonizado por Audrey Tatou . O longa se concentra nos anos de aprendizado da estilista que ajudou a criar o perfil da mulher moderna, libertando-a dos trajes rígidos do final do século XIX e projetando nela independência, liberdade, sucesso profissional, personalidade e, claro, muito estilo.

Este espírito clássico criado por Coco Chanel e revitalizado por Karl Lagerfeld – que, desde 1983 é diretor de criação da marca – atravessou o século XX e se tornou atemporal: as bolsas de matelassê e alças de corrente dourada, as clutches com laços, o tailleur e o vestido preto, os cintinhos e os acessórios de pérolas são símbolos de status e muita         elegância.

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Giorgio Armani: estilista e… Senador?

Por Beatriz Koch

Além de reconhecido internacionalmente no mundo da moda, o estilista Giorgio Armani pode entrar na política italiana. Isso porque Santo Versace  – presidente do Grupo Versace –  enviou uma carta à Giorgio Napolitano, presidente da Itália, indicando Armani para integrar o Senado – com o título de Senador Vitalício- do país.

Na carta, Santo ressaltou a notoriedade das criações do estilista para a história contemporânea da Itália “tanto que o apelido de Armani nas passarelas de Milão é “Rei Giorgio”, em suas palavras.

É comum na Itália haver a nomeação de senadores vitacílios, desde que os indicados tenham considerável reconhecimento nos campos social, esportivo ou cultural no país.

De acordo com Santo Versace, se o pedido por aprovado por Napolitano, Giorgio Armani não exercerá um papel político no Senado, mas sim de “embelezamento” do cenário, já que o panorama político do país está com a imagem denegrida pelas recentes revelações da vida privada do primeiro ministro Silvio Berlusconi.

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IRMÃOS LEVANTAM OS PÉS DO CHÃO

Por Janaina Wagner

 

Gustavo e Otavio Pandolfo são irmãos gêmeos, OSGEMEOS.

A dupla de grafiteiros paulistanos acaba de inaugurar sua nova exposição, que vai virar o mundo ao avesso de todos os lados.

Vertigem é uma nova versão da mostra que teve início em Outubro do ano passado, em Curitiba. Desde então, novos elementos foram incorporados à mostra, até se transformarem numa única, impressionante e agigantada instalação.

 

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A dupla é hoje reconhecida como um dos grandes nomes na cena da arte contemporânea mundial.  A fachada do TATE, museu de arte contemporânea internacional de Londres ganhou mural assinado por eles, e a galeria Fortes Vilaça, aqui em São Paulo, foi especialmente customizada para uma exposição em 2006. 

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                                                                                                                      TATE, Londres

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                                                                                                                                                Fortes Vilaça, São Paulo

 

Quer saber mais? Visite aqui o site oficial da exposição!

 

Vertigem

MAB – FAAP
Rua Alagoas 903
3a a 6a feira, das 10h00 às 20h00 – Sábados, domingos e feriados, das 10h00 às 17h00

Grátis                                                                                

Praça Roosevelt versão circense

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Grupo Parlapatões

Por Roberta Roque

             A Praça Roosevelt, região central de São Paulo, é conhecida pelas peças em cartaz nos teatros em torno da praça, dos bares e sua vida noturna. Durante quatro dias, iniciados a partir de amanhã (30 de outubro) atrações circenses darão um novo colorido aos arredores.
            O grupo de teatro Parlapatões, criado pelo diretor, ator, dramaturgo e palhaço Hugo Possolo, comandará a III Palhaçada Geral. O evento é um encontro de palhaços que tem como proposta reunir os grupos como: Doutores da Alegria, Parlapatões, La Mínima, Olaria Grandes Bosta, Circo Zé Brasil, Na Makaca e Jogando no Quintal.
             O evento ajuda a disseminar e popularizar o circo e a imagem do clown. A releitura contemporânea da máscara do palhaço se adapta ao teatro e à comicidade própria do circo, sem perder as raízes tradicionais do palhaço de lona.
            A terceira edição da Palhaçada Geral continua a sequência que o grupo Parlapatões vem realizando aproximando o circo das pessoas. No miolo teatral da Praça Roosevelt intervenções como essas aproxima a linguagem clownesca com o universo cultural de muitas pessoas que não tinham ligação cultural com o universo infinito do palhaço.

Serviço:

Palhaçada Geral

Onde: Praça Roosevelt
Quanto: As apresentações serão gratuitas
Quando:  30/10 às 22:00
31/10 às 00:30
31/10 às 16:00
31/10 às 19:00
01/11 às 01:00
01/11 às 17:00
01/11 às 20:00
01/11 às 23:00
02/11 às 17:00
02/11 às 17:00