Arquivo do mês: novembro 2010

Adriano no Corinthians ou no Palmeiras?

Por Victor Pozella

O assunto que está sendo mais discutido nas últimas horas é a possível volta de Adriano para o Brasil.

O atacante que foi para Roma no meio do ano, não fez nenhum gol até agora, já se passaram 5 meses na capital italiana.  Fora de peso e com algumas lesões, o atacante  não disputou muitas partidas na equipe romana. Com o fraco  desempenho  do imperador, o técnico da Roma, Claudio Ranieri não conta com o atacante em seus planos para o restante da temporada.

Na semana passada, Ronaldo Fenômeno deu declarações dizendo que Adriano seria um ótimo substituto para ele que vai encerrar a carreira no fim de 2011 no Corinthians, onde o jogador poderia reencontrar a felicidade de jogar futebol.

 A partir daí muitos boatos surgiram…
O colunista do LANCE! Benjamin Back divulgou em seu blog ontem ( 29) que o jogador já teria acertado sálarios com a equipe de Parque S. Jorge e só esperava a liberação da Roma para chegar  no Corinthians em janeiro.

Mas, hoje  (30), Luciano Borges divulgou em seu blog,  “o blog do boleiro” que Felipão, tecnico do Palmeiras, também procurou Adriano. O gaúcho quis saber diretamente do jogador  quais são as possibilidades de viabilizar negócio com a equipe palestrina.  Mas será que o atacante estaria disposto a largar a Itália, morar em São Paulo  e disputar a Copa do Brasil pelo Palmeiras? Agora a pergunta fica no ar, o imperador volta? E se voltar? Vai para o Corinthians ou para o Palmeiras?

Esposa de jogador também é profissão

Por Artur Capuani

Mulheres interesseiras que tiram proveito da fama e do dinheiro de seus maridos. Este estereótipo criado para as esposas de jogadores de futebol é justamente a imagem que Camile, mulher do ex-jogador de futebol Roger, combate em seu trabalho de pós-graduação.

Conforme apurou o portal Globoesporte.com, Camile é formada em administração, mas optou por realizar sua monografia voltada para a área da Psicologia Esportiva. Em sua tese, ela retrata a imagem de mulheres que se casam com jogadores de futebol e a partir daí passam a ter outras responsabilidades.

“Queria com este estudo mostrar evidências científicas que esposa de jogador é muito mais do que a mídia/internet veicula. Também com ele quero poder ajudar mais mulheres a enxergar o seu ‘trabalho’ com grande valia, que tenham orgulho de ser o que são, já que por um período esta é a profissão delas”, disse em declaração ao portal oficial de Roger.

Para Camile, a mulher passa a ter um papel essencial na carreira do jogador de futebol quando se casa com ele. Cuidar da reputação de seu marido e manter um bom ambiente familiar que dê respaldo para sua atividade dentro dos gramados são encargos extremamente importantes.

“Jogador de futebol é uma empresa, tem imagem pública a zelar, fatura o que muita empresa não fatura por aí e precisa de uma retaguarda para que a carreira de um modo geral seja bem administrada além de uma pessoa que possa lhe transmitir paz e tranquilidade para trabalhar e poder desempenhar bem a sua função dentro de campo. Estas mulheres abandonam suas vidas particulares porque acreditam que podem ajudar os seus maridos a aumentar seus ganhos ao invés de buscar seus próprios, pelo menos por um período”, elucidou.

A companheira do ídolo gremista entrevistou 11 esposas de jogadores, com uma média de nove anos de casamento. A pós-graduação foi realizada em Nova Hamburgo, no Rio Grande do Sul, quando ainda carregava no colo sua filha de apenas seis meses de idade.

Camile explica que foi um grande desafio falar sobre sua própria condição, já que esteve casada com o ex-lateral durante 15 anos de sua carreira. Ela conta que teve que voltar a frequentar sessões de terapia e que chegou a pensar em desistir da ideia.

“Foi um assunto que me deu bastante trabalho, porque é um tema inédito e não havia bibliografias construídas a respeito. Queria falar destas mulheres, que estão ali do lado do jogador, na boa e na ruim, ganhando ou perdendo, que se mudam para cá, para lá, que deixam de lado seus sonhos para realizar os deles e que seguram a onda onde quer que eles estejam”, concluiu.

Pré Sal: evolução ou atraso?

Por Luiza Ferrão e Thais Paiva

O Pré-sal foi a galinha dos ovos de ouro da campanha da Dilma, e isso não é novidade pra ninguém. Mas é preciso desmistificar o posto que lhe foi concedido: O projeto está muito longe de solucionar os problemas do Brasil, e se não for bem empregado, pode até agravá-los.

Ele está na boca do povo, mas pouca gente sabe o que é: uma camada de sal foi encontrada abaixo do leito do mar, e ela possui um grande reservatório de óleo leve, matéria prima que produz petróleo mais fino, gerador de combustível de qualidade.

Com a descoberta da camada do pré-sal no litoral sul e sudeste do Brasil, (de Santa Catarina ao Espírito Santo), que supera em até 5 vezes o reservatório atual do país, o Brasil passa a estar entre os 6 países detentores das maiores reservas de petróleo do mundo.

Vai gerar riqueza, sem dúvida. Mas será que o impacto ambiental, a longo prazo, compensa a riqueza? E será que vai gerar tanta riqueza assim? Isso ainda é dúvida, uma dúvida crucial. Primeiro porquê o Brasil não dispõe do aparato necessário para extrair o petróleo da camada do pré-sal (estamos falando de um reservatório de 150 milhões de anos!), e essa tecnologia terá que ser importada de outros países.

Depois, porquê com sua extração, e a futura utilização como combustível, uma quantidade altíssima de CO2 será emitida no meio ambiente, numa época em que o aquecimento global é uma das maiores preocupações mundiais. O que fazer, então? Plantar milhares de árvores para compensar o estrago? Sim, essa é uma das soluções.

Outra coisa que está em jogo é o impacto regional. Muita gente que vive da pesca vai sair prejudicada pelas operações do pré-sal, e deverá ser ressarcida por isso. Junto com a operação do pré sal, foi criado o Fundo Social, que supostamente vai investir os lucros adquiridos com o petróleo em educação, meio- ambiente, saúde…

Mas será que o dinheiro vai dar para tudo isso? Como bem coloca Fernando Marcelo Tavares, no artigo “O pré-sal e o meio ambiente”, (link abaixo), “ilusão achar que o pré-sal vai resolver todos os problemas. Não vai. Por isso este impasse diante do gênio. Tirar de mil, um só desejo”.

Veja mais: http://www.ecodebate.com.br/2008/09/09/o-pre-sal-e-o-meio-ambiente-artigo-de-fernando-marcelo-tavares/

 

 

 

 

 

O papel da conectividade na política – Parte 2

Por Vivian Ito

O tempo se fragmenta, se transforma e se expande, é a nova escassez. A organização da mídia tradicional vem de um ambiente no qual a informação era escassa e o tempo era abundante. Essa equação está sendo invertida, temos um tempo fragmentado e escasso, e uma informação cada vez mais difícil de apurar e administrar.

Isso tem a ver com os hábitos culturais e com a nova forma de consumo da informação. Com a rapidez com que ocorre este processo, a apuração dos fatos a serem informados é cada vez menor. Walter Benjamim dizia, que a informação divulgada pela mídia é a ‘interpretação da interpretação’, ou seja, a subjetividade do homem comunicador e o ponto de vista que este oferece ao seu público nunca será a verdadeira realidade. O problema deste fato é que a medida que os indivíduos se conformam com ter esta informação, mais se distanciam das experiências, ou seja, do fato real. Na atualidade, o pensamento de Benjamim pode ser observado claramente na rapidez com que a indústria da informação está trabalhando, especialmente quando ligada a política.

Com os sites oficiais dos partidos políticos, muitos jornalistas e eleitores se mantiveram informados apenas pelos fatos oficiais e não procuraram contra-pontos das histórias. O jornalismo hoje é consumido em pílulas, quando no passado poderia ser considerado um banquete. Apesar da conectividade ser constante, o tempo das pessoas é fragmentado e o tempo dedicado a ler notícias é limitado, são muitos e pequenos espaços de tempo, ou seja a informação deve ser em grandes quantidades com poucas informações.

O papel da conectividade na política – Parte 1

Por Vivian Ito

Saímos da época em que o tempo era abundante, o prime time dos jornalistas ocorria na parte da manhã, o rádio dava as notícias da tarde e os telejornais possuíam uma grande audiência durante a noite. Havia uma taxa de tempo disponível em todos os meios, organizações e marcas. Este tempo era utilizado para ações definidas e concretas. Mas isso começou a mudar com a utilização da Internet, principalmente com o uso dos dispositivos móveis – ipad, ipod, smarthphones, entre outros – que permitem a conectividade continua, permanente e com poucos fragmentos de interrupção.

A televisão e a mídia impressa tinham claro o conhecimento de como era consumida a informação, após este fenômeno, as definições se descaracterizaram e ficou necessário uma reinvenção.

Em 1989, Fernando Collor garantiu as eleições após o debate exibido no Jornal Nacional, promovido pela Rede Globo de Televisão. “Propaganda rima com democracia”, dizia Harold Lasswel – um dos pais da comunicação – É fato que a influência da mídia nos eleitores é decisiva na hora de uma campanha política. E agora com a Internet, o retorno da audiência é imediato.

Após a campanha de Barack Obama – que utilizou de forma massiva ferramentas como twitter e facebook para atingir os eleitores – nos Estados Unidos, um novo mercado de marketing político se iniciou. Em 2010 o Brasil realizou suas primeiras eleições sob efeito da internet e das redes sociais.

Pode-se dizer que a internet foi o terceiro bloco formador de opinião desta campanha, se juntando aos partidos políticos e seus candidatos, além da mídia tradicional. Cada candidato se mobilizou na web, uns com mais desenvoltura, outros com mais dificuldades. Contudo, os usuários podiam navegar pelos sites dos candidatos e ter acesso às principais propostas, podendo comparar históricos e decidir entre um e outro.

Como o uso da Internet já era previsto para este pleito, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) incluiu a propaganda na Internet na hora de definir o que seria permitido ou não, no período que antecedeu a campanha eleitoral.

Apesar do nome inicial ter sido “Eleições 2.0”, especialistas afirmam que a maioria dos candidatos não aproveitaram ao 100% as funções das mídias sociais. Tiveram dificuldade em adaptar suas campanhas ao formato digital, provavelmente não conseguiram entender como funciona cada uma das redes.

Mesmo assim, podemos dizer que só houve segundo turno por causa da internet. No caso da candidata Marina Silva que era praticamente desconhecida, a Web foi fundamental em sua propaganda política. Como disse Túlio Costa – Coordenador da Web da campanha de Marina Silva (PV) – “para quem acha que 20 milhões de votos é pouco, é só lembrar que nem Brizola chegou a esse número”.

Planeta Terra 2010: saiba como foi

Aconteceu nesse sábado em São Paulo a quarta edição do Festival Planeta Terra. Pelo segundo ano no parque de diversões Playcenter, o evento recebeu cerca de vinte mil pessoas.

Mais uma vez, o festival mostrou uma organização competente, com atrasos mínimos nos shows. As poucas críticas são para o acesso ao Indie Stage, dois corredores que não deram conta do fluxo de pessoas que queriam entrar para ver o Hot Chip e que queriam sair para ver o Pavement no outro palco, e para a praça de alimentação, que só servia lanches de micro-ondas a preços bem salgados.

Veja as resenhas dos shows cobertos pela reportagem:

of Montreal

Roupas coloridas, gente fantasiada no palco. Foi assim que o grupo norte-americano fez seu show. Primeira atração internacional a se apresentar no Main Stage, o of Montreal contagiou quem estava na pista com seu indie pop. Destaque para o vocalista e guitarrista Kevin Barnes, excelente frontman, seja tocando e cantando, seja interagindo com os dançarinos vestidos de ET.

Passion Pit

Segundo show internacional do Indie Stage, os norte-americanos do Passion Pit fizeram um show competente, repetindo bem os sons do estúdio, como os sintetizadores e os falsetes do vocalista Michael Angelakos, que também mostrava ótima presença de palco. O público estava empolgado, acompanhando com palmas e cantando, mas o início da apresentação do Phoenix no outro palco fez muitos deixarem o show (inclusive esse que vos escreve).

Phoenix

Uma das maiores atrações do festival, os franceses do Phoenix abriram o show com o hit “Lisztomania”, empolgando o público. Logo após, foi a vez de “Lasso”, que manteve o nível. Mas parou por aí. O resto do show foi morno, quase insosso, inofensivo, com exceção de uma ou outra música do álbum mais recente, Wolfgang Amadeus Phoenix. Desapontante? Sim, um pouco.

Pavement

Depois de um hiato de onze anos, o Pavement voltou à ativa esse ano com uma turnê mundial. O primeiro show na América do Sul foi no Main Stage do Planeta Terra – a banda ainda tem duas apresentações marcadas na Argentina. E o show começou muito bem: Stephen Malkmus puxou “Gold Soundz” para abrir a apresentação. Logo em seguida, foi a vez da belíssima “Grounded”.

A banda conseguiu manter o ritmo e o nível durante todo o show. Clássicos como “Stereo”, “Shady Lane” e “Cut Your Hair” marcaram presença no setlist da banda, que incluiu músicas de todos os seus cinco álbuns. Ao todo, foram vinte e duas músicas. Destaque para “Range Life” e sua provocação a última banda do palco, o Smashing Pumpkins.

Smashing Pumpkins

Se o Pavement voltou à atividade só para tocar seus clássicos, a banda de Billy Corgan segue o caminho oposto: retornou com o álbum Zeitgeist em 2007 e vem lançando na internet uma série de músicas intitulada Teargarden by Kaleidyscope. Assim, clássicos foram mesclados com muitas músicas novas.

A divisão das músicas acabou dividindo também o público: enquanto fãs da banda curtiam intensamente o show, a parte do público que não era tão afeita aos Pumpkins se mostrava entediada, principalmente durante “United States”, música de cerca de dez minutos com solos de bateria quase intermináveis.

Se clássicos como “Zero”, “Ava Adore” e “Bullet With Butterfly Wings” uniram e levantaram o público, outros como “1979” e “Disarm” fizeram falta. Um show  instável, variando de momentos ótimos a péssimos. Decepcionante para alguns, épico para outros.

A China precisaria de 1,2 planeta Terra para sustentar o seu crescimento econômico

Por Vitor Hugo

Se a China continuar utilizando recursos e gerando resíduos na mesma intensidade de hoje, necessitará de um planeta 1,2 vezes maior que a Terra para se manter, segundo relatório sobre o “rastro do carbono” do país apresentado nesta segunda-feira, 15, pela ONG WWF (Fundo Mundial para a Natureza, na sigla em inglês).

Segundo o documento, apresentado pelo diretor-geral da WWF, James Leape, é “crucial” que a China enfrente problemas como as emissões de dióxido de carbono e o acelerado desenvolvimento urbano “para melhorar seu bem-estar sem que isso custe ao planeta”.

O relatório mostra que 54% do impacto ecológico nacional foi provocado pelas emissões, em grande medida, de CO2 no país, relacionado a setores como a construção e o transporte e associados ao avanço do nível de vida na China.

 Em consequência, a China necessitaria do dobro de seu solo produtivo para satisfazer a demanda de recursos naturais e absorver suas emissões. A renda per capita no país se multiplicou por 50 nas últimas três décadas, algo que foi acompanhado pela rápida industrialização, pelo desenvolvimento urbano e pela intensificação da agricultura, que “aumentaram a pressão sobre a natureza”, segundo dados da WWF.

O documento também contou com a colaboração do Conselho Chinês para a Cooperação Internacional em Meio Ambiente e Desenvolvimento, cujo secretário-geral, Zhu Guangyao, ressaltou em sua apresentação que “os próximos 20 anos serão vitais para que o país alcance um desenvolvimento sustentável”.

A China é o maior emissor mundial de dióxido de carbono, embora defenda nas negociações para a luta contra a mudança climática que são as nações desenvolvidas, por sua responsabilidade histórica no aquecimento global, que devem ser obrigadas a reduzir as emissões em até 40% por meio de um pacto internacional.

No entanto, o governo chinês se comprometeu diminuir sua intensidade de carbono (emissões totais divididas pelo PIB) entre 40% e 45% em 2020, em relação aos níveis de 2005, algo interpretado pela comunidade internacional como um passo importante, embora talvez não suficiente para tornar sustentável o desenvolvimento da China.