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Harry Potter e as Relíquias da Morte: depois de quase 10 anos a saga chega ao fim

Por Carolina Pezzutto

A expectativa de uma legião de fãs esta altíssima para a estréia mundial nesta sexta feira – 19 de novembro – de Harry Potter e as Relíquias da Morte, o último da saga. O longa contará a batalha final entre o menino que sobreviveu e Voldemort. Harry, Rony e Hermione agora se encontram sem a proteção de Dumbledore que foi assassinado no filme anterior, Harry Potter e o Príncipe Mestiço, por isso os três amigos precisam permanecer unidos para encontrar as Horcruxes, objetos quaisquer que foram enfeitiçados para guardar um pedaço da alma do Lord Voldemort, e assim prolongar sua vida até que todos os objetos sejam destruídos. Paralelamente a isso, a guerra entre o bem e o mau no mundo dos bruxos começa. Os comensais da morte – que são seguidores de Voldemort – assumem o poder no Ministério da Magia e até mesmo em Hogawarts. O resultado dessa batalha depende de Harry e seus amigos acharam as Horcruxes e dessa maneira, destruírem Aquele que não deve ser noemado.                                  Para preservar a historia mais fiel possível ao livro, o filme foi divido em duas partes. A primeira estréia em novembro de 2010 e a segunda em julho de 2011. Essa medida dividiu a opinião dos fãs, alguns ficaram contentes de ver na tela todos os detalhes do livro, porém os mais ansiosos não gostaram de saber que vão ter que esperar 6 meses para conferir o final da saga.

Retomada do cinema nacional ganhará força em 2011

Por Carolina Pezzutto

O cinema nacional está com tudo. Impulsionado por sucessos como Tropa de Elite 2 e Chico Xavier, as produções brasileiras estão conquistando o público e ganhando seu espaço. Devido a essa alta, vários filmes nacionais estão entre as grandes apostas cinematográficas para 2011, como por exemplo, Capitães da Areia, Rio, eu te amo e As mães de Chico Xavier, previstos para estrear em meados de junho do próximo ano.

Para aqueles que não agüentam esperar, neste mês de novembro estréiam as comédias Muita calma nessa hora e Reflexões de um liquidificador, esta última com Selton Mello e a excelente Ana Lúcia Torres, teve uma estréia antecipada em São Paulo. E o documentário As cartas psicografadas por Chico Xavier, que se encaixa na mais nova e lucrativa vertente do cinema nacional que são os filmes espíritas.

Os primeiros meses de 2011 serão repletos de estréias do cinema nacional, como as comédias Desenrola, Família vende tudo e Uma professora muito maluqinha , baseado na obra do escritor Ziraldo. Para quem prefere os dramas, vem aí Bruna Surfistinha, que conta a história de Rachel Pacheco, vinda de uma família de classe média alta, ela fugiu de casa antes de completar 18 anos pra virar garota de programa e ganhou fama ao contar suas experiências em um blog.Também nesse gênero há Vip, com Wagner Moura como protagonista e Bróder, que tem como cenário o bairro do Capão Redondo, em São Paulo e narra o reencontro de três amigos que seguiram por caminhos diferentes. Outra novidade é Roque Santeiro – O filme, que vai ser a adaptação da famosíssima novela da rede Globo e contará com Lazaro Ramos no papel do protagonista, que ficou imortalizado na televisão por José Wilker.

Wall Street não atrai brasileiros para o cinema

Por Carolina Pezzutto

O filme Wall Street – O dinheiro nunca dorme, é a continuação de Wall Street – Poder e Cobiça, lançado em 1987, que rendeu a Michael Douglas, protagonista de ambos, um Oscar de melhor ator.
No primeiro Wall Street, Gordon Gekko (Michael Douglas) um inescrupuloso bilionário, usa meios ilícitos para obter sucesso com suas ações na bolsa e por isso acaba preso. No segundo filme Gordon Gekko sai da cadeia e conhece Jacob “Jake” Moore (Shia LaBeouf), o marido de sua filha Winnie (Carey Muligan). Jake é um corretor iniciante na bolsa de valores de Nova York, e suspeita que seu chefe Bretton James (Josh Brolin) está envolvido com a morte de seu mentor. Então Gekko e Jake se unem para descobrir o que aconteceu e fazer planos de vingança.
Wall Street – O dinheiro nunca dorme recebeu boas críticas nos Estados Unidos, principalmente em relação ao desempenho de Michael Douglas e liderou as bilheterias durante sua semana de estréia, arrecadando 19 milhões de dólares. Mesmo diagnosticado com um câncer na garganta em estágio avançado, Douglas fez toda a divulgação de seu trabalho e repetiu seu nível de atuação de 1987. Porém o filme, que tem tudo para ser um sucesso, chegou aos cinemas de todo o Brasil sem gerar grandes expectativas, nem empolgação no público.

Segundo volume de “A Lenda dos Guardiões” é lançado, filme também chega às telas

A Lenda dos Guardiões - a Jornada

A Editora Fundamento anunciou o lançamento do segundo livro da série “A Lenda dos Guardiões”. A continuação tem o título de “ A jornada” e faz parte de uma saga de mais de 17 livros, escritos pro Kathryn Lasky. Com mais de  4 milhões de exemplares vendidos, ocuparam diversas vezes a lista de mais vendidos do New York Times. Os três primeiros livros da série: “A Captura”, “A Jornada” e “O Resgate” serviram de base para o filme “A Lenda Dos Guardiões”, animação que estreia dia 8 de outubro.

O filme, em 3D, conta a história de Soren, uma jovem coruja fascinada pelas histórias épicas contadas por seu pai sobre os Guardiões de GaHoole, um bando mítico de guerreiros alados que lutam para salvar as corujas dos maldosos Puros. É uma boa pedida para quem gosta de animação. Gênero que há muito tempo conquista a simpatia de todas as faixas etárias.

 

 

Rooney Mara vai protagonizar remake do primeiro filme da Trilogia Millennium

Rooney Mara / reuters

“The Girl With The Dragon Tatoo” é o nome da readaptação americana para o primeiro filme da trilogia Millenium, que já vendeu mais de 40 milhões de exemplares em todo o mundo. Com direção de David Fincher, o longa será protagonizado por Rooney Mara, atriz norte-americana que tem no currículo blockbusters recentes como o remake de  “ A hora do Pesadelo”. Ela também integra o elenco de “The Social Network”, filme também dirigido por Fincher que conta a história do site de relacionamentos Facebook, com estreia prevista para outubro.
A produção adapta ao cinema a trilogia best-seller de livros de crime e suspense do autor sueco Stieg Larsson, publicados depois de sua morte. Os Homens que não Amavam as Mulheres é o primeiro da trilogia. Steve Zaillian, roteirista veterano de filmes como Missão: Impossível, Hannibal e Gangues de Nova York, adapta o roteiro.

Trilogia Millennium

Já foram lançadas versões em língua sueca dos três filmes, aclamadas pela crítica e que renderam mais de 157 milhões de dólares nas bilheterias mundiais. Mas Hollywood aposta nas chances de lucrar produzindo refilmagens em inglês dos best-sellers internacionais. As gravações do longa começarão em outubro, na Suécia, e o filme tem estréia prevista para dezembro de 2011.

“Nosso Lar” mostra espiritismo como entretenimento

Por Carolina Pezzutto

O sucesso de bilheteria que Nosso Lar teve em seu final de semana de estréia, mostrou mais uma vez, que os enredos baseados em doutrinas espíritas são um segmento cada vez mais forte no mercado do entretenimento. O filme começa com André Luís, o espírito a quem se atribui a autoria do livro, em uma espécie de purgatório chamado Umbral, lá o protagonista convive com pessoas perturbadas e passa por dificuldades. Em seguida, André é resgatado e levado para Nosso Lar, uma colônia espiritual em que a vida continua após a morte. Em Nosso Lar existem regras e para obter privilégios, como poder se comunicar com os parentes encarnados, é preciso trabalhar. O livro homônimo ao filme foi psicografado pelo médium Chico Xavier, e ele próprio teve sua vida transformada em roteiro para as telonas em uma biografia, que agradou ao público e impulsionou o cinema nacional em 2010. Nesse mês o filme que retrata a vida do médium sai em DVD, e é uma das estréias mais esperadas nas locadoras.  Nosso Lar teve o maior orçamento já gasto em um filme nacional, e o investimento valeu a pena, porque apesar de os efeitos gráficos serem extremamente óbvios e algumas cenas serem um pouco forçadas, o filme tem um enredo forte e com questões intrigantes, como a vida após a morte, que atrai o expectador e o faz esquecer desses detalhes técnicos.

Karatê Kid repete a receita do sucesso

Por Carolina Pezzutto 

Quando Karatê Kid – A Hora da Verdade foi lançado em 1984, o filme foi um sucesso entre o público. Com um bom enredo e personagens cativantes, não demorou para que Karatê Kid se tornasse um símbolo dos filmes produzidos naquela década. 

Um filme que é  bem sucedido uma vez, tem uma grande chance de que seu remake também agrade, e é exatamente isso que acontece com Karatê Kid. Sua versão atual mantém a mesma história do primeiro filme, só mudam algumas locações, como por exemplo o sul da Califórnia, cenário principal da versão original, é substituído pela China. Um fato estranho nessa nova filmagem é que o karatê em si é substituído pelo kung fu.

O remake de Karatê Kid começa com Dre (Jaden Smith) e sua mãe (Taraji P Henson) se mudando para a China. No novo país Dre sente dificuldade para se enturmar, e acaba se aproximando de Meying (Wenwen Han), porém essa não será uma amizade fácil, pois Dre começa a ser atormentado por garotos que formam um tipo de gangue mirim. Para poder se defender Dre começa a ter aulas de kung fu com Han (Jackie Chan), o zelador do seu prédio.

O destaque de Karatê Kid é Jackie Chan, que tem uma boa atuação e consegue convencer como mestre. Chan está passando por um momento de transição em sua carreira, por já ter uma certa idade e experiência, ele agora tende a interpretar papéis mais maduros, onde ele seja o professor ou treinador, e não mais o lutador e herói. 

No geral, Karatê Kid é um bom filme, mas todas as qualidades que possam ser apontadas devem ser creditadas a versão de 84. O remake não passou de uma tentativa de atualizar as qualidades do enredo. Em vez de aproveitar os pontos fortes da história e adaptá-los para um novo tipo de espectador, o diretor Harald Zwarts parece simplesmente copiar o original, porém fracassa, porque Karatê Kid – A Hora da Verdade marcou uma década e uma geração, já sua nova versão será facilmente esquecida.