Arquivo da categoria: Cotidiano

Folhateen discute falta de privacidade nas mídias sociais

“Minha vida não tem senha” é o título da reportagem de capa de hoje (26/07/2010) do caderno Folhateen, da Folha de S. Paulo, que usaremos como tema da primeira semana de aula. Segundo semestre começa com blogs discutindo a vida privada e pública nas redes sociais. Saudades de todos! Até

 Pollyana

Informação e consumo 3G

Por Roni Fagundes – follow me

A convergência digital, notóriamente marcada pela presença de redes sociais dinâmicas  ambientadas no espaço público virtual,  cada vez mais influencia no modo de entender o mercado informacional e a maneira de trabalhar dos mais diferenciados segmentos profissionais, inclusive o jornalístico.

TV 2.0: mais uma plataforma para o profissional da comunicação

André Mermelstein, jornalista e  diretor da divisão profissional da Sony, falou por aproximadamente 1 hora a respeito da integração da TV 2.0 no novo mercado de consumo, propiciado pelas mudanças comportamentais decorrentes da revolução tecnológica que está em curso, a qual foi definida por Silvio Meira como “revolução cambriana”, no mesmo dia,  29 de outubro, durante o Media On, em São Paulo, já abordado aqui.

Mermelstein destacou as características do novo modelo de TV que, de acordo com ele, em breve será o hegemônico. Elas são: não-linearidade (possibilidade de assistir  qualquer programa a qualquer momento),  múltiplas plataformas (Tv na internet, no celular, games na TV, internet na TV, broadcast TV), Long Trail (emergência de nichos, oferta e consumo de produtos altamente segmentados, como músicas ou desenhos alternativos) e interatividade.

Essas quatro características da TV 2.0  são as bases dos novos modelos de negócios aos quais a mídia profissional terá que se adaptar para manter com viabilidade e êxito suas atividades.

Entre esses modelos de negócios figuram os conteúdos patrocinados, o merchandising, o advertainment (Advertinsing + entertainment), o marketing integrado e o broaded content, este último teve o Repórter Esso como seu precursor.

Mermelstein afirmou que “as pessoas têm uma visão muito limitada de interatividade” e que a interação do usuário com a TV 2.0 será muito mais avançada do que a vista hoje em dia com TVs como a digital,  HD-TV e IPTV, muito confundidas com a primeira, segundo ele.

Explicou que a TV digital “da forma como se coloca, é linear, de modelo broadcast, similar à TV analógica, sem grandes sofisticações”. A IPTV “não é TV pela internet, a rigor não é muito diferente da TV analógica convencional”.

Esclareceu que as plataformas mais aproximadas da TV 2.0 são (1) o celular 3G, cuja “novidade hoje está na convergência entre diversas plataformas e redes sociais” e (2) a BroadbandTV, cujos “principais fabricantes são ocidentais (sem mencionar quais), e representa a convergência entre TV e internet”.

Mermelstein exortou a plateia de que “a projeção de crescimento do tráfego de vídeo nas novas plataformas digitais nos próximos 6 anos é de 6 vezes”.

Convém aos profissinais da comunicação, formados e formandos, experientes ou noviços, refletir a esse respeito. O discurso de Mermelstein na íntegra pode ser acessado aqui.

Sobre o jornalismo e o consumo digitais

Por Roni Fagundes – follow me

O 3º Media On, maior fórum de jornalismo online da América Latina, foi realizado nos dias 27, 28 e 29/10 pelo Itaú cultural com o apoio da BBC Brasil e da CNN International. Contou com a participação de especialistas em comunicação e jornalismo digital, como Silvio Meira.

Media on

Interação no debate com Twitter

O especialista falou sobre a mudança comportamental e social que as novas tecnologias estão introduzindo. Nas palavras dele, está acontecendo “uma explosão cambriana. Estamos na era em que o público virou comunidade”. Para ele, isso implica que “os jornais perceberam que precisam se adaptar de alguma maneira. Não dá mais para ficar disponibilizando conteúdo apenas no papel. As empresas têm de criar o seu DNA de adaptabilidade. Muita gente está tentando fazer coisas diferentes”.

Da exposição do professor de engenharia de software da universidade federal de Pernambuco, é possível entender que, gradualmente, as formas digitais substituirão as convencionais no jornalismo. A mensagem final de Silvio Meira foi que as redes convergentes e sociais requerem mudanças nos meios de comunicação e no modo como produzem e organizam notícias e informações.

Confira o fórum sobre consumo de conteúdo online com Silvio Meira e André Mermelstein. Pode mudar sua maneira de pensar o jornalismo.

Próximo apagão: o da civilidade

Por Rafael Carneiro da Cunha

Noite bem durmida? Não foi isso que aconteceu para paulistas, mineiros, fluminenses entre outros brasileiros de 18 estados. O Brasil apagou. Como? Sim, o fato aconteceu por volta das 22h e causouterror na população. Pessoas sem saopauloapagao_paginasaber como voltar para casa, assaltos, trânsito, pânico na população. Manhã bem acordada? Também não foi isso o que ocorreu. As cidades atingidoas pelo apagão amanheceram sem água e em cidades como São Paulo o rodízio estava suspenso. Não deu outra, mais irritação na população. Aonde vamos parar desse jeito? Não é criticando a ministra Dilma Roussef pelo twitter como tem feito o governador de São Paulo José Serra que vai se resolver alguma coisa.

Currículo mal formulado causa desinteresse pelas aulas de Educação Física

discobolo

educação física

Por Rafael Carneiro da Cunha

A formulação do currículo é a principal causa do desinteresse dos alunos do Ensino Médio pelas aulas de Educação Física. A opinião é de professores e especialistas da área.

A formulação do currículo é a principal causa do desinteresse dos alunos do Ensino Médio pelas aulas de Educação Física. A opinião é de professores e especialistas da área.

O pesquisador da Universidade Estadual de Santa Catarina (UDESC) Rudney da Silva fez um estudo sobre a Educação Física no Ensino Médio noturno de escolas públicas de Florianópolis (SC). Ele constatou que há uma grande diferença entre o perfil dos alunos dos períodos matutino e noturno e que o currículo da disciplina não consegue contemplar os alunos que estudam à noite.

“Os alunos que estudam à noite não querem atividades desgastantes, como jogos de futebol. Eles preferem atividades mais lúdicas e de relaxamento”, diz. Segundo Silva, a maioria desses estudantes trabalha durante o dia e vão para a aula cansados. Para a pesquisa foram entrevistados 240 estudantes, além de professores de 24 escolas.

O problema observado no colégio particular Santo Américo, da cidade de São Paulo (SP), é outro. Muitas vezes os alunos não se interessam pelas modalidades tradicionalmente oferecidas, como futebol e vôlei. A opção encontrada foi oferecer uma diversidade maior de esportes, como natação, atletismo e pólo aquático.

Além disso, como o colégio trabalha com a questão do esporte desde o Ensino Infantil, é possível focar no Ensino Médio os jogos e suas estratégias, explica o coordenador da disciplina do colégio, Gedeon Piller.

“Nossos alunos têm um amadurecimento ao longo de anos em relação à prática de esportes na escola e isso faz com que poucos não queiram participar das aulas. Normalmente são meninas, que justificam que não têm habilidades. Mas buscamos encontrar essa habilidade junto com elas, seja na pista de atletismo ou nas piscinas”, diz o coordenador.

Interdisciplinaridade

Segundo a Lei de Diretrizes e Bases (LDB), o Ensino Médio, última etapa da educação básica, busca consolidar e aprofundar os conhecimentos adquiridos no Ensino Fundamental, preparando o adolescente para o mundo do trabalho e para uma atuação cidadã na sociedade.

Para isso, os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) de Educação Física estabelecem que o ensino da Educação Física no nível médio deve primar pela diversidade, trabalhando com esportes coletivos, individuais, lutas, atividades rítmicas e expressivas, convivência com o outro, discussões sobre regras, saúde e sobre o esporte na mídia.

Diante da abertura possibilitada pela legislação brasileira, uma solução indicada pelos especialistas é trabalhar de maneira interdisciplinar, colocando a Educação Física em diálogo com as outras disciplinas.

Silva salienta que é extremamente importante essa maneira de trabalhar porque mostra ao aluno o motivo de aprender tal assunto e vivenciar na prática o que ele aprende na teoria dentro das salas de aula. “Infelizmente muitos professores não fazem isso porque não aprenderam assim na universidade”, diz.

Independentemente das soluções encontradas para o trabalho da Educação Física no Ensino Médio, segundo Silva, não se deve perder de vista os benefícios que ela traz para o aluno, seja no âmbito da saúde corporal ou no âmbito social atuando na formação de cidadãos.

1ª Conferência Livre Infanto-Juvenil de Comunicação

Por Rafael Carneiro da Cunha

9622_169128316553_538071553_3741558_6294359_nAconteceu nesse sábado no Tendal da Lapa, a Primeira Conferência Livre Infanto-Juvenil de Comunicação. O início se deu em torno das 10h e 30min em uma tenda que simulava uma lona de circo. Nada mais combina com o mundo circense do que palhaços. E eles estão presentes! Calabresa e Valentina foram convocados para animar a garotada. Logo no início, a organizadora Mariana Kz fez uma introdução contando o motivo para se fazer esta conferência. Depois, cada coordenador das oficinas fez uma pequena apresentação sobre cada uma delas.

Os jovens escolheram com o que queriam trabalhar. Eles tinham as opções de vídeo, rádio, fanzine, e grafite/publicidade. Enquanto se iniciavam as atividades, os responsáveis pelas crianças se reuniam para discutir a questão da comunicação para o público infantil que temos no Brasil. Quatro temas foram debatidos: televisão, internet, impresso e rádio. Eles também se dividiram de acordo com os interesses de cada um.

A finalização da Conferência se deu por volta das 15h e 30min com uma plenária que reuniu todos os jovens. Eles apresentaram seus trabalhos sob muitos aplausos e muita euforia. Depois, a animação ficou por conta de Iago, menino da regiáo do Grajaú, que cantou um rap sobre a comunicação.

A Primeira Conferência Livre Infanto-Juvenil de Comunicação foi mais um passo importante para a Conferência Nacional de Comunicação, que acontecerá no final do ano em Brasiília.

Crianças trabalhando com a publicidade

Crianças trabalhando com a publicidade

O Dia Mundial Sem carro

Por Érica Perazza

O Dia Mundial Sem Carro foi implantado pela primeira vez na França, em 22 de setembro de 1997. Três anos depois, a União Européia instituiu a Jornada Internacional “Na Cidade, sem meu Carro”, quando reuniu aproximadamente 760 cidades. No ano seguinte, essa participação aumentou para 1683 cidades. A comissão organizadora ficou encorajada pelo êxito da iniciativa do Dia Europeu sem Carroslançou, e em 2002, criou a Semana Européia da Mobilidade. Aqui, em São Paulo aconteceu sua terceira edição na última terça-feira.

 Na mídia foram levantadas pesquisas a baixa adesão.

No Twitter, porém, foram consideradas outras questões como por exemplo:

@jehjehOliveira RT @limadelimao Brasil apóia o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, mas ignora o Dia Mundial Sem Carro

@cortezrafa O Dia Sem Carro foi um dia normal para mim. Não sei bem a razão,mas deve ter algo relacionado ao fato de eu não saber dirigir.

@OCriador Como separar as boas almas dos hipócritas? Basta fazer chover no #DiaMundialSemCarro. (via @ftebet)

@caiomfn Dia Mundial Sem Carro, no Brasil, é quase impraticável. Mas muito útil. Evidencia a insuficiência do transporte público em SP.

Alguns dos motivos por que não deu certo por aqui: Os meios de transportes coletivos não são acessíveis a todos os bairros da capital. Imagina nas outras regiões brasileiras que não possuem boa infra estrutura e tudo é extremamente distante. Todos ( cidadãos e governantes) adoram copiar as ideias e projetos que dão certo lá fora. Mas além do Brasil ser um país subdesenvolvido, as cidades européias como Londres e Tokyo no Japão são bem menores e ainda por cima possuem um sistema de trens e metrô que funciona pontualmente com várias linhas que são interligadas umas as outras. As pessoas são hipócritas, acomodadas e passivas. Se chover, ninguém vai se conscientizar com o meio ambiente como fazem no resto dos 364 dias do ano, agredindo-o através do consumismo, lixo, disperdício de água, uma bituca de cigarro, um suspiro de ambição, etc etc.

Por que ainda ficamos no clichê de convergir os assuntos e embaçar outros problemas existentes e persistentes de maior importância para a população e o planeta?