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A arepa: símbolo da gastronomia colombo-venezuelana



Por: Rafael Millán

 

Com freqüência as pessoas me perguntam qual é a comida típica da Venezuela. A resposta é simples: a arepa, base essencial de toda mesa venezuelana, e que também é servida em muitos lugares da Colombia. É difícil, no entanto, explicar em que consiste esse prato. Mesmo que todas as arepas costumam ter a mesma base, existem infinitos recheios e preparações dependendo da região, costumes, e a preferência do consumidor.

 


A arepa é elaborada fazendo uma massa a base de uma farinha de milho única, diferente a farinha de milho consumida em outros países. As pessoas acostumam chamar essa farinha “Harina PAN”, pois essa é a marca mais conhecida na região. A arepa é amassada até alcançar uma forma circular e uma espessura de um par de centímetros. Depois, a arepa é assada por alguns minutos até ficar com uma cor ouro. Algumas pessoas também costumam fritar as arepas.

 

A seguinte etapa depende da preferência da pessoa. A arepa é aberta pela metade e dentro são colocados os ingredientes. Pode ser servida com ovos, queijo, frango, presunto, feijão, carne, abacate; praticamente qualquer coisa. Algumas variedades podem ser doces ou podem ser feitas com outro tipo de farinha, como farinha de trigo.


Na Europa e nos Estados Unidos, onde as comunidades de ex-patriados venezuelanos e colombianos são grandes, a “Harina PAN” é vendida em supermercados e as arepas são servidas em restaurantes de comida regional. Infelizmente, a “Harina PAN” não é distribuída no Brasil, dificultando a degustação desse suculento prato no pais.

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Pausa no Zé do Hamburguer

Muitas luzes, cores e decoração da década de 70 no estilo norte-americano formam o ambiente da nova franquia do Zé do Hambúrguer, aberta em 21 de agosto no nº 419 da Rua Itapicuru, em Perdizes, São Paulo – SP. Além do ambiente agradável, o segundo restaurante da grupo, como pudemos averiguar na prática, oferece um show de sabores por preços que equivalem ao nível de satisfação dos pratos.

A Escolha do dia foi o hambúrguer de fraldinha e sal com 200g, que custa R$ 13. Para incrementarmos o sabor do pedido, optamos por adicionar queijo (R$ 3) e as chamadas “onion rings artesanais” (R$ 3), pequenos pedaços de cebola empanada. O resultado foi certeiro: a carne extremamente suculenta e saborosa combinou bem com o sabor e crocância das cebolas. Vale a investida.

 O menu de acompanhamentos para sanduíches é outro destaque do Zé do Hamburguer, uma vez que 30 opções distintas para incrementar os lanches estão disponíveis. Os preços variam entre R$ 2,20, para o ovo e R$ 4,50, para o creme de milho.

Um Hambúrguer normal custa R$ 8,00, uma porção de fritas sais por R$ 12,80, a água custa R$ 2,50, enquanto o suco sai por R$ 6,30. A lanchonete também oferece sanduíches mais elaborados, como o “Zé do Burguer”, que por R$ 17, engloba picanha, queijo cheddar, cebola crua e queijo artesanal.

Um dos diferenciais do Zé do hambúrguer está na oferta da coca-cola aromatizada, assim como é disponibilizado nos Estados Unidos. Por R$ 3,30 além do preço do refrigerante comum (R$ 3,50), pode-se ser escolher entre 4 diversos tipos de xaropes aromatizantes, sendo eles o de vanilla (baunília), lemon (limão), strowberry (morango) e cherry (cereja). Este último foi o escolhido da vez e o sabor se aproxima muito da Cherry Coke (assim chamada no exterior) original. Todavia, o valor não compensa tanto a diferença de sabor.

Para finalizar, entre as diversas opções de sobremesa, que inclui biscoito Cokies (R$ 3,50), Petit Gateu (R$ 13) e banana Split (R$ 18,70), optamos pelo wafles com cobertura de doce de leite. Embora não seja das maiores proporções, o doce é muito saboroso e ainda conta com uma bola de sorvete de creme, que ajuda a “neutralizar” as garfadas excessivamente doces.  Sem dúvidas, este é um restaurante que valhe uma visita.

texto e imagens: Márcio Murta

A revolução culinária do Jamie Oliver

Por Rafael Millán.

O famoso chef da televisão inglesa, Jamie Oliver, está protagonizando sua própria revolução culinária nos Estados Unidos. Chamado Food Revolution (Revolução na Cozinha) o programa é mais que um simples seriado sobre comida e atua como uma campanha que tenta mudar as hábitos alimentares da sociedade  norte americana, educando a sociedade sobre a importância de manter as crianças das escolas nutridas corretamente.

Foto: Sarah Gilbert (Creative Commons)

Oliver tem como foco reduzir as altas taxas de obesidade, doenças do coração, e diabetes existentes nos Estados Unidos. O seriado se desenvolve diretamente na cidade de Huntington, no estado de West Virginia, uma das cidades menos saudáveis dos Estados Unidos.

Na primeira temporada, Oliver mostrou seus esforços por mudar os hábitos da cidade e espera que esse caso seja um exemplo para outras escolas estadunidenses. Mas o Jamie não se enfoca unicamente no sistema de alimentação das escolas, ele também espera mudar os hábitos ruins que existem em muitas casas americanas, assim como no espaço profissional.

Food Revolution ganhou o Emmy 2010 por melhor reality show, um prêmio muito merecido, sobre tudo considerando que o seriado conseguiu mudar as políticas dos restaurantes de algumas escolas americanas.

Jantando com a Família Burguer

Por: Márcio Murta

Abrindo suas portas para o público em 2003, o Família Burguer se localiza no nº 681 da Rua Monte Alegre, no bairro de Perdiezes, em São Paulo. Com um cardápio amplo e preço não tão acessível, a lanchonete é uma opção atraente para aqueles que gostam de ambiente “clean” e sabores diversos.

Para avaliação foram degustados dois sanduíches distintos, sendo um Beirute de filé mignon (R$22.20) e um Americano (R$ 11.10). O Beirute, suculento e saboroso é bem servido (pode até mesmo ser dividido entre duas pessoas, caso a fome não seja grande) e agradou. Além da carne macia e bem temperada, a maionese verde do lanche ajuda a dar um toque extra de sabor. Mesmo o preço sendo um tanto “salgado”.

Beirute de Filé Mignon do Família Burguer

O americano, todavia, deixou a desejar. Apesar da combinação saborosa do queijo, presunto, alface, tomate e maioneses unidos em dois pedaços de pão, estes não são muito maiores que pães de forma comuns. É um lanche pequeno pelo seu valor.

Americano do Família Burguer

Um fator que chama a atenção na lanchonete são os preços de sanduíches básicos. Um Hambúrguer sai por R$ 6,30, enquanto o Cheesburguer é oferecido por R$ 9,45. E suas proporções não são das maiores. Uma água custa R$ 2,80, um refrigerante, R$3,30, enquanto um suco custa R$ 4,80.

Para os que desejarem  alimentação mais saudável que um lanche, a lanchonete também oferece pratos feitos, omeletes e saladas diversas. Com um ambiente agradável, bem iluminado e pratos saborosos, o Família Burguer pode ser um bom lugar para jantar, contanto que a preocupação com o valor da conta não esteja em suas prioridades.

Como salvar o mundo a partir de sua cozinha

Por Rafael Millán e  Márcio Murta.  

Foto: Matthias Weinberger (Creative Commons)

Enquanto os pólos estão derretendo, o que você está fazendo? Muitas maneiras para ajudar combater o aquecimento global são bem conhecidas: usar o transporte público em vez de veículo particular, reduzir o consumo de eletricidade ou reciclar o lixo. Poucas pessoas conhecem, entretanto, o impacto que a alimentação possui nas mudanças climáticas.  

A industria alimentícia é responsável por 18% de todo o gás estufa emitido ao redor do mundo. E se analisamos o percurso que a comida realiza até chegar aos nossos pratos, podemos perceber que esta estatística é plausível.  

Pensemos, por exemplo, em como é distribuído um pedaço de carne. A carne foi produzida em uma fazenda e trazida para uma rede de distribuição, o que emite CO2 indiretamente por conta do transporte. Antes de ser redistribuída para os super mercados, o que gerará mais CO2, a carne será embalada, e tal recipiente também foi transportado por veículos que emitem CO2 desde o início de sua produção.  

Além do mais, o gado que gerou a carne também precisou receber alimento, medicamento, além de outros materiais que, até chegarem ao seu destino final, também se envolvem em uma cadeira de emissão de poluentes. Isso, sem contar que as próprias vacas emitem cerca de 50 litros de metano por dia, gás que causa 18x mais efeito estufa que o própria CO2  

Quando cientes deste processo, muitas pessoa viram vegetarianas, mas existem soluções menos radicais para ajudar a diminuir a quantidade de gases emitidos pela industria alimentícia. Um modo é tentar adquirir alimentos cuja procedência é da região, o que invariavelmente necessita de menor transporte. Também é aconselhável evitar comprar alimentos que estão fora de temporada, porque estes são transportados por longas distâncias, emitindo mais CO2.  

Outra solução é consumir alimentos orgânicos, que são produzidos sem usar componentes sintéticos, como pesticidas e conservantes, que contaminam o ambiente durante o transporte e também quando seus resíduos são depositados na natureza, desequilibrando o ecossistema.  

Com um pouco de senso comum e reflexão na hora de escolher os ingredientes de sua alimentação, você pode, sem muito esforço, ajudar proteger o planeta do aquecimento global.

O melhor acarajé de Salvador

Por Rafael Millán (de Salvador) e  Márcio Murta.

Todos os sábados, por volta das 20 horas, duas grandes filas se formam no largo de Santana, no Rio Vermelho, em Salvador. Na primeira, jovens esperam para comprar caipirinhas por R$ 5,00 antes de entrar na balada; na outra, um grupo de mulheres vendem os mais famosos acarajés da cidade.

Foto: Rafael Millán

Esta semana, o blog teve a oportunidade de provar o famoso acarajé de Dinha, uma das barracas mais reconhecidas de Salvador. Servido por R$ 4,50, em papel ou em prato, o acarajé tem uma consistência insuperável: crocante por fora e suave por dentro. A iguaria vem acompanhada por uma salada, um gostoso vatapá e camarões. A combinação dos ingredientes dá um resultado delicioso. Os camarões poderiam ser mais frescos. Mesmo assim, vale a pena provar este ícone da cozinha baiana.

Mas, o que é exatamente o acarajé? Mesmo alguns baianos não sabem dizer com certeza quais são os ingredientes deste prato. Então, vale explicar. A base do acarajé contem uma mistura de feijão-fradinho, cebola e sal. Dependendo da preparação, o acarajé pode ter também outros ingredientes dentro da mistura, ou estes podem ser servidos separadamente, como foi no caso do acarajé da Dinha.

Foto: Rafael Millán

No sol da paria, ou acompanhando a noite baiana, o acarajé parece estar freqüentemente na boca dos moradores. Entrevistamos o Cleber, soteropolitano de nascimento, que assegura comer pelo menos três acarajés por semana; as vezes até três por dia. 

 

Cremes do Frans Café

Por Márcio Murta e Rafael Millán

Com sua primeira loja fundada em 1972  no centro de Bauru (SP), O Frans Café surgiu com a proposta de oferecer diferenciados sabores provenientes da semente árabe. Após constante sucesso, a empresa cresceu em número de franquias (117 atualmente) na variedade de produtos.
 
Para aumentar suas ofertas em épocas de frio, o Frans Café superou os achocolatados, chás e doces ao iniciar a oferta de cremes e caldos quentes, que pelo preço de R$ 16,20 em São Paulo, viram referência da cafeteria. Os sabores disponíveis são de Lentilha, Caldo Verde, Mantioquinha, Minestrone e creme de milho com frango. Para os que desejarem maior incremento, o pedido pode ser servido dentro de um pão italiano, por R$ 18,90. Neste caso o prato, que ainda conta com queijo ralado como acompanhamento, pode ser dividido entre duas pessoas.

Foto: Márcio Murta

O prato escolhido foi o de lentilha, que apesar de contar com bacon com tempero, é leve e não possui sabor pesado ou enjoativo. Curiosamente, o maior destaque foi para o pão em que a sopa foi servida, muito saboroso. A sobremesa escolhida foi a porção de mini churros, que conta com três (saborosas) unidades envoltas em açúcar e canela, além de doce de leite como acompanhamento.

Foto: Márcio Murta

Embora o ambiente não seja dos mais sofisticados ou belos,  a cafeteria prende a atenção de seus visitantes no extenso cardápio, que também inclui oferta de sanduíches, pratos feitos, saladas, combos de café da manhã, doces vinhos, cervejas, sucos, refrigerantes e, logicamente, o café expresso, que sai por R$ 2,90.
 
Os que desejarem voltar para casa com um sorriso no rosto (e o colesterol alto), o Frans Café disponibiliza ao cliente 15 tipos de cafés especiais, cujos valores alteram entre R$ 5,20 a R$ 8,50. O escolhido da vez foi o “Café da Vovó”, que combina café expresso, leite, um toque de canela e uma profunda colher de doce de leite.