Arquivo da categoria: Meio ambiente

A China precisaria de 1,2 planeta Terra para sustentar o seu crescimento econômico

Por Vitor Hugo

Se a China continuar utilizando recursos e gerando resíduos na mesma intensidade de hoje, necessitará de um planeta 1,2 vezes maior que a Terra para se manter, segundo relatório sobre o “rastro do carbono” do país apresentado nesta segunda-feira, 15, pela ONG WWF (Fundo Mundial para a Natureza, na sigla em inglês).

Segundo o documento, apresentado pelo diretor-geral da WWF, James Leape, é “crucial” que a China enfrente problemas como as emissões de dióxido de carbono e o acelerado desenvolvimento urbano “para melhorar seu bem-estar sem que isso custe ao planeta”.

O relatório mostra que 54% do impacto ecológico nacional foi provocado pelas emissões, em grande medida, de CO2 no país, relacionado a setores como a construção e o transporte e associados ao avanço do nível de vida na China.

 Em consequência, a China necessitaria do dobro de seu solo produtivo para satisfazer a demanda de recursos naturais e absorver suas emissões. A renda per capita no país se multiplicou por 50 nas últimas três décadas, algo que foi acompanhado pela rápida industrialização, pelo desenvolvimento urbano e pela intensificação da agricultura, que “aumentaram a pressão sobre a natureza”, segundo dados da WWF.

O documento também contou com a colaboração do Conselho Chinês para a Cooperação Internacional em Meio Ambiente e Desenvolvimento, cujo secretário-geral, Zhu Guangyao, ressaltou em sua apresentação que “os próximos 20 anos serão vitais para que o país alcance um desenvolvimento sustentável”.

A China é o maior emissor mundial de dióxido de carbono, embora defenda nas negociações para a luta contra a mudança climática que são as nações desenvolvidas, por sua responsabilidade histórica no aquecimento global, que devem ser obrigadas a reduzir as emissões em até 40% por meio de um pacto internacional.

No entanto, o governo chinês se comprometeu diminuir sua intensidade de carbono (emissões totais divididas pelo PIB) entre 40% e 45% em 2020, em relação aos níveis de 2005, algo interpretado pela comunidade internacional como um passo importante, embora talvez não suficiente para tornar sustentável o desenvolvimento da China.

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Ecoturismo: férias de consciência limpa

Por Thais Paiva e Luiza Ferrão

As férias estão chegando, e você, já decidiu para onde vai viajar? Uma opção para quem gosta de apreciar a natureza, sem causar nenhum dano a ela são os roteiros ecológicos e os parques nacionais espalhados pelo território brasileiro.
O Ecoturismo tem sido um destino cada vez mais procurado pelas pessoas. Segundo a Organização Mundial do Turismo, enquanto o turismo cresce apenas 7,5% ao ano, o Ecoturismo cresce mais de 20%. A explicação para isto está na maior conscientização ecológica das pessoas, além do atrativo que este tipo de passeio oferece para todos aqueles que procuram fugir do stress das grandes cidades.
São centenas de destinos diferentes, a maioria oferecendo, além do contato direto com a natureza, atividades como caminhadas, esportes radicais, envolvimento cultural com as comunidades locais, e muito mais.
Gostou da idéia? Então entre nos sites abaixo e escolha o lugar paradisíaco que você passará suas férias de verão de consciência limpa.

www.tuimparque.com.br
www.venturas.com.br
www.destinoaventura.com.br
www.ecoturismobrasil.com.br
www.trilhaseaventuras.com.br

A limpeza do lago do Ibirapuera começa essa semana

 

Por Vitor Hugo

Começam hoje os preparativos para o desassoreamento do lago 1 do Parque do Ibirapuera, na zona sul de São Paulo. É a primeira vez que o local, , passará pelo processo de limpeza desde que foi inaugurado, em 1954.

Segundo a Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente, a maior parte dos resíduos é areia. A limpeza do lago deve retirar quatro mil toneladas de detritos e deve durar quatro meses, a partir do início do processo de desassoreamento, e será feito pela empresa VA Saneamento Ambiental Ltda. – vencedora da licitação feita pela Sabesp com proposta de R$ 3,92 milhões.

 

Visão aérea do parque do ibirapuera

Três contêineres com vestiário, refeitório e escritório foram instalados ontem à noite no parque e os equipamentos para a obra serão levados até sexta-feira. Na próxima semana serão retirados troncos, garrafas PET e outros resíduos mais aparentes e na semana seguinte será feita a transposição de peixes do lago 1 para o lago 2 – necessária para a sucção dos resíduos -, com montagem de barreiras que permitam a vazão de água e impeçam a volta dos animais. Em seguida, o lago 1 começa a ser desassoreado, no início de dezembro.

O professor da Universidade de São Paulo (USP) José Luiz Negrão Mucci, especialista na área de Limnologia, fez um estudo no lago em 1989, a pedido da Prefeitura. “Naquela época já estava bem poluído e contaminado. No relatório dissemos que a situação pioraria se nada fosse feito”, conta. Negrão considera o desassoreamento positivo para retirar o excesso de matéria orgânica e ampliar a profundidade da água. “Mas para resolver o problema do lago é preciso diminuir ou parar a entrada de esgoto. Ainda há muitas ligações clandestinas.”

A Sabesp informou que pelo Programa Córrego Limpo todas as ligações irregulares identificadas no Córrego do Sapateiro “foram solucionadas” e o programa Caça-Esgotos monitora a qualidade da água do córrego.

Dinamarca livre de combustíveis fósseis até 2050

Por Thais Paiva

A Dinamarca, mais uma vez, mostra ao mundo porque é considerada um país de primeiro mundo. Desta vez o grande trunfo está na utilização da energia renovável. Um relatório organizado por uma comissão especializada no assunto, a pedido do próprio governo dinamarquês, indica que até 2050 o país nórdico ficará livre de combustíveis fósseis, apenas utilizando energia eólica e de biomassa.
Tal meta seria possível devido ao barateamento no custo na produção de energias renováveis, em contrapartida com o aumento dos preços de combustíveis fósseis, como o petróleo e o gás, no cenário mundial.

Além da melhoria que isto traria para o meio ambiente, ao que tudo indica isto também traria benefícios para a economia do país a longo prazo, que economizaria uma boa quantia de dinheiro no setor de energia. O governo dinamarquês deve se pronunciar sobre o relatório, no máximo, até novembro.

A China apresenta ônibus que anda sobre automóveis

Por Vitor Hugo

Um ônibus que circulará sobre automóveis é a sugestão chinesa para preservar o meio ambiente e amenisar o trânsito das cidades.
Sob os argumentos de que ônibus convencionais não conseguem andar no congestionamento, e para constuir uma linha de metrô é necessário muito
dinheiro e um longo período de obras, a empresa Shenzhen Hashi desenvolveu o “ônibus rápido 3D”, que tem seis metros de largura, quatro de altura e lembra um trem elevado correndo por sobre os bordos das pistas.

Desta maneira, veículos de até dois metros de altura poderão se locomover por de baixo do ônibus, que será movido por eletricidade e energia solar. Esse sistema de transporte é capaz de economizar até 860 toneladas de combustível por ano, reduzindo 2.640 toneladas de emissões de gás carbonico no mesmo período.

Além disso, não é necessário de estacionamento, pois os ônibus podem ficar parados no ponto final sem atrapalhar o trânsito. O projeto foi apresentado na 13ª Exposição Internacional de Alta-Tecnologia de Pequim, em maio, e será testado na capital da China em Pequim. Já estão projetados 186 km de vias adaptadas, que começarão a ser construídas no final desse ano.

Bertioga tem o primeiro Mc Donald’s ecológico da América Latina

Por Thais Paiva e Luiza Ferrão

Em dezembro de 2009, a maior rede de fast food do mundo, o Mc Donald’s, inaugurou seu primeiro restaurante ecológico na América Latina. Localizado no município de Bertioga, no condomínio de classe média alta de Riviera de São Lourenço, litoral de São Paulo, o restaurante verde procura dar continuidade ao compromisso que a empresa adotou em preservar o meio ambiente.
Reciclagem e racionamento são as palavras-chave desta obra. Com o intuito de aproveitar o máximo a luz solar, muitas paredes foram feitas de vidro. Além disso, o ar condicionado é dotado de um sistema de automação que desliga o aparelho e abre as janelas automaticamente quando registrada temperatura externa apropriada. E o aquecimento de água das torneiras é feito por meio de energia solar.
O restaurante ainda usa a água da chuva nos mictórios, nos vasos sanitários e para irrigação das plantas. Na cozinha e nos banheiros, as torneiras têm sensor elétrico para evitar o desperdício.
A parte de decoração também aderiu à tendência ecológica. O piso é feito de cerâmica criada a partir de vidro fluorescente e borracha. Toda tinta utilizada no edifício era à base de água ou minerais, e a madeira, de replantio. Materiais ecológicos e de produção regionalizada como pastilhas de casca de coco e bambu foram priorizados. Além disso, no paisagismo utilizou-se plantas da Mata Atlântica.
O investimento saiu 30% mais caro que em uma obra convencional, mas o custo-benefício é certo, com a economia de aproximandamente 14% no consumo de energia, além, é claro, da credibilidade conquistada pelo público.

Brasil e China assinam acordo para monitorar mudanças climáticas

 Por Vitor Hugo

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) firmou, em Pequim, quatro acordos de cooperação com a China anteontem, propondo aprimorar as pesquisas de mudanças climáticas.

Foram assinados três acordos com diferentes institutos da Academia Chinesa de Ciências. Um com o Centro para a Observação da Terra e Terra Digital, outro com o Instituto de Pesquisa Aplicações do Sensoriamento Remoto e por último com o Centro para Ciência Espacial e Pesquisa Aplicada. Para completar os quatros acordos firmados, também foi assinado um planejamento ambiental junto com Administração Meteorológica da China.

Segundo o diretor da INPE, Gilberto Câmara, serão realizados projetos em ambos os países com potencial de cooperação, para ampliar e conhecer as mudanças na área de água , desertificação, regiões costeiras. Além disso, Gilberto afirma que o Brasil também será afetado por problemas climáticos e é necessário estar preparado cientificamente para essas transformações ambientais.

O primeiro encontro entre brasileiros e chineses dentro dessa nova fase acontecerá daqui a duas semanas, no Canadá, baseado no programa de monitoramento do processo de desertificação nos três países e na Austrália.