Planeta Terra 2010: saiba como foi

Aconteceu nesse sábado em São Paulo a quarta edição do Festival Planeta Terra. Pelo segundo ano no parque de diversões Playcenter, o evento recebeu cerca de vinte mil pessoas.

Mais uma vez, o festival mostrou uma organização competente, com atrasos mínimos nos shows. As poucas críticas são para o acesso ao Indie Stage, dois corredores que não deram conta do fluxo de pessoas que queriam entrar para ver o Hot Chip e que queriam sair para ver o Pavement no outro palco, e para a praça de alimentação, que só servia lanches de micro-ondas a preços bem salgados.

Veja as resenhas dos shows cobertos pela reportagem:

of Montreal

Roupas coloridas, gente fantasiada no palco. Foi assim que o grupo norte-americano fez seu show. Primeira atração internacional a se apresentar no Main Stage, o of Montreal contagiou quem estava na pista com seu indie pop. Destaque para o vocalista e guitarrista Kevin Barnes, excelente frontman, seja tocando e cantando, seja interagindo com os dançarinos vestidos de ET.

Passion Pit

Segundo show internacional do Indie Stage, os norte-americanos do Passion Pit fizeram um show competente, repetindo bem os sons do estúdio, como os sintetizadores e os falsetes do vocalista Michael Angelakos, que também mostrava ótima presença de palco. O público estava empolgado, acompanhando com palmas e cantando, mas o início da apresentação do Phoenix no outro palco fez muitos deixarem o show (inclusive esse que vos escreve).

Phoenix

Uma das maiores atrações do festival, os franceses do Phoenix abriram o show com o hit “Lisztomania”, empolgando o público. Logo após, foi a vez de “Lasso”, que manteve o nível. Mas parou por aí. O resto do show foi morno, quase insosso, inofensivo, com exceção de uma ou outra música do álbum mais recente, Wolfgang Amadeus Phoenix. Desapontante? Sim, um pouco.

Pavement

Depois de um hiato de onze anos, o Pavement voltou à ativa esse ano com uma turnê mundial. O primeiro show na América do Sul foi no Main Stage do Planeta Terra – a banda ainda tem duas apresentações marcadas na Argentina. E o show começou muito bem: Stephen Malkmus puxou “Gold Soundz” para abrir a apresentação. Logo em seguida, foi a vez da belíssima “Grounded”.

A banda conseguiu manter o ritmo e o nível durante todo o show. Clássicos como “Stereo”, “Shady Lane” e “Cut Your Hair” marcaram presença no setlist da banda, que incluiu músicas de todos os seus cinco álbuns. Ao todo, foram vinte e duas músicas. Destaque para “Range Life” e sua provocação a última banda do palco, o Smashing Pumpkins.

Smashing Pumpkins

Se o Pavement voltou à atividade só para tocar seus clássicos, a banda de Billy Corgan segue o caminho oposto: retornou com o álbum Zeitgeist em 2007 e vem lançando na internet uma série de músicas intitulada Teargarden by Kaleidyscope. Assim, clássicos foram mesclados com muitas músicas novas.

A divisão das músicas acabou dividindo também o público: enquanto fãs da banda curtiam intensamente o show, a parte do público que não era tão afeita aos Pumpkins se mostrava entediada, principalmente durante “United States”, música de cerca de dez minutos com solos de bateria quase intermináveis.

Se clássicos como “Zero”, “Ava Adore” e “Bullet With Butterfly Wings” uniram e levantaram o público, outros como “1979” e “Disarm” fizeram falta. Um show  instável, variando de momentos ótimos a péssimos. Decepcionante para alguns, épico para outros.

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A China precisaria de 1,2 planeta Terra para sustentar o seu crescimento econômico

Por Vitor Hugo

Se a China continuar utilizando recursos e gerando resíduos na mesma intensidade de hoje, necessitará de um planeta 1,2 vezes maior que a Terra para se manter, segundo relatório sobre o “rastro do carbono” do país apresentado nesta segunda-feira, 15, pela ONG WWF (Fundo Mundial para a Natureza, na sigla em inglês).

Segundo o documento, apresentado pelo diretor-geral da WWF, James Leape, é “crucial” que a China enfrente problemas como as emissões de dióxido de carbono e o acelerado desenvolvimento urbano “para melhorar seu bem-estar sem que isso custe ao planeta”.

O relatório mostra que 54% do impacto ecológico nacional foi provocado pelas emissões, em grande medida, de CO2 no país, relacionado a setores como a construção e o transporte e associados ao avanço do nível de vida na China.

 Em consequência, a China necessitaria do dobro de seu solo produtivo para satisfazer a demanda de recursos naturais e absorver suas emissões. A renda per capita no país se multiplicou por 50 nas últimas três décadas, algo que foi acompanhado pela rápida industrialização, pelo desenvolvimento urbano e pela intensificação da agricultura, que “aumentaram a pressão sobre a natureza”, segundo dados da WWF.

O documento também contou com a colaboração do Conselho Chinês para a Cooperação Internacional em Meio Ambiente e Desenvolvimento, cujo secretário-geral, Zhu Guangyao, ressaltou em sua apresentação que “os próximos 20 anos serão vitais para que o país alcance um desenvolvimento sustentável”.

A China é o maior emissor mundial de dióxido de carbono, embora defenda nas negociações para a luta contra a mudança climática que são as nações desenvolvidas, por sua responsabilidade histórica no aquecimento global, que devem ser obrigadas a reduzir as emissões em até 40% por meio de um pacto internacional.

No entanto, o governo chinês se comprometeu diminuir sua intensidade de carbono (emissões totais divididas pelo PIB) entre 40% e 45% em 2020, em relação aos níveis de 2005, algo interpretado pela comunidade internacional como um passo importante, embora talvez não suficiente para tornar sustentável o desenvolvimento da China.

Harry Potter e as Relíquias da Morte: depois de quase 10 anos a saga chega ao fim

Por Carolina Pezzutto

A expectativa de uma legião de fãs esta altíssima para a estréia mundial nesta sexta feira – 19 de novembro – de Harry Potter e as Relíquias da Morte, o último da saga. O longa contará a batalha final entre o menino que sobreviveu e Voldemort. Harry, Rony e Hermione agora se encontram sem a proteção de Dumbledore que foi assassinado no filme anterior, Harry Potter e o Príncipe Mestiço, por isso os três amigos precisam permanecer unidos para encontrar as Horcruxes, objetos quaisquer que foram enfeitiçados para guardar um pedaço da alma do Lord Voldemort, e assim prolongar sua vida até que todos os objetos sejam destruídos. Paralelamente a isso, a guerra entre o bem e o mau no mundo dos bruxos começa. Os comensais da morte – que são seguidores de Voldemort – assumem o poder no Ministério da Magia e até mesmo em Hogawarts. O resultado dessa batalha depende de Harry e seus amigos acharam as Horcruxes e dessa maneira, destruírem Aquele que não deve ser noemado.                                  Para preservar a historia mais fiel possível ao livro, o filme foi divido em duas partes. A primeira estréia em novembro de 2010 e a segunda em julho de 2011. Essa medida dividiu a opinião dos fãs, alguns ficaram contentes de ver na tela todos os detalhes do livro, porém os mais ansiosos não gostaram de saber que vão ter que esperar 6 meses para conferir o final da saga.

Arthur Veríssimo traz para o Brasil as peculiaridades indianas

Por Marília Marques

Imagem: Divulgação

A exposição KarmaPop, assinada pelo jornalista Arthur Veríssimo, tem como objetivo revelar por meio de fotos as experiências vividas pelo autor durante as 17 viagens que ele realizou à Índia ao longo de 20 anos – colagens produzidas a partir de cartazes de filmes de Bollywood também fazem parte da mostra. É a primeira exposição individual a ocupar o novo espaço do Coletivo Amor de Madre.

Repórter da revista Trip e amante das tradições indianas, Veríssimo acaba de lançar um livro de fotografias sobre o país. Através de imagens ele procura registrar os fluxos sociais e religiosos por meio de festivais, peregrinações e outras situações que, na Índia, é corriqueiro. Além disso, há fotos individuais de pessoas estranhamente interessantes que Arthur encontrou pelo caminho.


Imagem: Divulgação

Serviços:

4 de novembro a 15 de dezembro

Segunda a sexta das 10h às 19h

Coletivo Amor de Madre – Galeria de Arte e Espaço de Convivência

Rua Estados Unidos, 2186 – Jardins

(11) 3061-9044


Tite celebra união no Corinthians

Por Artur Capuani

Após a sofrida vitória diante do Cruzeiro, adversário direto na briga pelo título do Campeonato Brasileiro, os jogadores corintianos, em um gesto de comemoração e coletividade, se reuniram no centro do gramado para se abraçar. A união dos atletas ao final do triunfo foi muito comemorada pelo treinador Tite, recém chegado no Parque São Jorge.

“Eu não tenho a pretensão de explicar o que foi aquilo. Só tenho que dizer que foi muito bonito. A cena me cativou muito. Esse tipo de coisa brota na hora, é o sentimento que vem de dentro, uma manifestação natural. Técnico não fala disso para o jogador, você sabe quando brota. Eu espero que aquela cena estimule ainda mais a nossa união”, exaltou o técnico em entrevista ao portalGloboesporte.com.

Após a saída de Mano Menezes para assumir o comando da seleção brasileira, a equipe alvinegra mergulhou em uma série de resultados negativos na competição nacional, resultando em uma nova troca de treinadores. Adílson Batista, que havia assumido a vaga, deu lugar a Tite, que chegou para recuperar o time na reta final do Brasileirão.

Logo em sua estreia, o comandante quebrou uma série de sete jogos sem vencer, justamente contra o arquirival Palmeiras. Após o derby, o Corinthians ainda conquistou mais três vitórias em quatro jogos e “roubou” a liderança do Fluminense. Para Tite, os bons resultados na competição refletem o trabalho do grupo desde a sua chegada.

“Ninguém chega no estágio que estamos sem trabalho, sem merecimento. Nenhum time fica sete jogos sem vencer, chega ao fundo do poço e retoma o padrão sem trabalhar. Eu gosto de olhar por essa ótica”, revelou acrescentando. “Não sei se o Corinthians é o que mais merece, mas tomara que seja. Que no final tenhamos sido o time mais regular. O futebol muda muito de análise”.

Faltando duas rodadas para o fim do campeonato, o Corinthians figura na ponta da tabela seguido de perto pelos cariocas do Fluminense. Os últimos adversários do time de Tite serão o Vitória, no Barradão, e o Vasco da Gama, no Pacaembu.

 

Plinio 2.0

Por Vivian Ito

Após a grande notoriedade que as mídias sociais ganharam na política com a campanha do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, os presidenciáveis do mundo inteiro tentaram se destacar nas plataformas sociais, a grande maioria sem sucesso.

No caso do Brasil, enquanto as eleições 2010 ficaram conhecidas como 1.0, pela falta de aproveitamento das mídias sociais. O ex-candidato a presidência, Plínio de Arruda Sampaio de 80 anos, tornou-se o ‘super-homem’ da Internet.

Não foi a falta de investimento em capanha online que não destacou os outros candidatos, mas a falta de pessoalidade em suas declarações e posts na rede. A quantidade de postagens no twitter revelavam que não era o presidente José Serra quem estava ‘twittando’ com seus seguidores, e no caso da presidente Dilma Rousseff, contratar a empresa Blue State Digital não ajudou a mostrar personalidade na rede.

Para comprovar este fato, podemos entrar no twitter dos candidatos e da atual presidente brasileira e verificar quem continua postando alguma informação e com que frequência.

Ao contrario de seus adversários, Plínio de Arruda não só se identificou com o fenômeno virtual, como também entendeu como funcionam. Prova disso são os seus acessos contínuos na rede mesmo após a eleição.

O rock em fotos: Galeria do Rock conta a história do rock nacional

Por Marília Marques

Imagem: Divulgação

Click! O Rock Brasileiro – A História em Imagens está exposto no local mais adequado para um assunto como esse: A Galeria do Rock. Reunindo imagens selecionadas pelo fotógrafo e jornalista Mauricio Valladares, o propósito da mostra é atravessar a história do rock no Brasil. As fotografias mostram desde o rock rural, como o trio Guarabyra, Sá e Zé Rodrix, passando pelo rock sinfônico, como a Jovem Guarda e a Tropicália, dando maior destaque à década de 80 – considerada a de maior produção brasileira, com o surgimento de bandas como Legião Urbana, Titãs, entre outros. A exposição chega para encerrar todo o projeto, o qual contou com o lançamento de um livro e um documentário com o mesmo título, ambos em 2009.

Imagem: Divulgação

A concepção cenográfica desenvolvida no espaço central da Galeria do Rock foi feita por Mario Passos, da WeDo. Há também terminais multimídias à disposição de todos e um espaço reservado que exibirá o documentário, dirigido por Bernardo Palmeiro, e que foi selecionado para o Festival de Cinema do Rio de Janeiro e para a Mostra Internacional de São Paulo.

A partir de uma iniciativa cultural que traz um dos mais importantes movimentos artísticos do país, o rock brasileiro, a Planmusic, de Luiz Oscar Niemeyer, contou com o incentivo do Ministério da Cultura e patrocínio da operadora SKY.

Serviços:

4 à 27 de novembro

Segunda a sexta das 10h às 19h – Sábado das 10h às 17h

Galeria do Rock

Rua 24 de Maio, 62 (entrada também pela Av. São João, 439) – Centro – próximo aos metrôs São Bento e Anhangabaú.