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A despedida do Capitão William

Por Victor Pozella

William, zagueiro e capitão do Corinthians desde 2008 faz seu último jogo como jogador profissional domingo em Goiânia. O Jogador tem a possibilidade de levantar  o quarto troféu com a braçadeira de capitão do Corinthians, para isso acontecer, a equipe de Parque São Jorge  precisa ganhar o último jogo contra o Goias, fora de casa no estádio Serra Dourada, e torcer ao menos por um empate do Fluminense, em casa no Engenhão.

O zagueiro  se despediu de grande parte da torcida corinthiana no último domingo e  escreveu uma carta para a despedida.
Confira alguns trechos…

Escrevo essa carta apenas para agradecer a todos o apoio e carinho que me deram”

Foram 3 anos de muita luta, muita dedicação e muita responsabilidade. Ser jogador do Corinthians é muito difícil. Ser capitão é ainda mais difícil”

Já sinto saudade da energia que vem das arquibancadas do Pacaembu e de ouvir os gritos de incentivo que nos inflama dentro de campo”

Bom, é isso Fiel. Esse é o agradecimento de um homem, que um dia ainda criança, sonhou jogar e encerrar a carreira em uma grande equipe brasileira. Meu sincero agradecimento a todos que de alguma forma colaboraram para que esse sonho se tornasse realidade.”

“VAI, PARA SEMPRE, CORINTHIANS!!! “

William Machado De Oliveira, nasceu em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais em 20.08.1976.  O jogador apareceu para o futebol nas categorias de base do América-MG, clube que conquistou novamente a vaga na elite do futebol brasileiro esse ano, depois passou por Desportiva (ES), Ipatinga (MG), Cabofriense (RJ), Portuguesa, Joinville (SC) e  trabalhou com Mano Menezes no Grêmio, onde se destacou e chamou a atenção do clube paulista que em 2008 trouxe Mano Mezeses e seu zagueiro de confiança, William.

Desde que chegou o zagueiro fez dupla de zaga com Chicão que também foi contratado  em 2008 e os dois conseguiram formar uma das melhores duplas de zaga do Brasil nesses 3 anos de trabalho. Domingo, o jogador vai completar 160 jogos com a camisa do clube centenário e até hoje fez 4 gols pela equipe.

Outro quesito que chama atenção é o nível cultural do jogador. William é uma exceção e sabe argumentar, concede boas entrevistas e exerce sua liderança, dentro e fora de campo, auxiliando até mesmo os técnicos.

O nosso muito obrigado ao mineiro William que contribuiu com seu futebol nos gramados brasileiros.

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São Paulo e Palmeiras não saem do zero no Morumbi

Por Thiago Domingues

Choque Rei (Foto: Evelson Freitas/AE - 30/08/2009)

Choque Rei (Foto: Evelson Freitas/AE - 30/08/2009)

O São Paulo, terceiro colocado do Brasileirão, recebeuno domingo o Palmeiras, líder do Campeonato. Em jogo de muita marcação e pouca qualidade técnica, o empate em 0 a 0 foi justo. Assim o Verdão segue firme na liderança e segura a arrancada Tricolor.

Palmeiras pressiona, mas São Paulo melhora no primeiro tempo

O time do Palmeiras, confirmando a formação ofensiva, começou atacando logo nos dois minutos iniciais, mas acabou errando o último passe nas primeiras tentativas. A primeira chance clara de gol do time alviverde veio com um erro do goleiro Rogério Ceni. Depois de receber um recuo, tocou no pé de um jogador adversário, que passou a bola para Armero finalizar. A bola passou rente à trave direita do goleiro tricolor.

Em lançamento errado do zagueiro Danilo, Junior Cesar recebeu a bola e foi em direção ao gol, mas acabou recebendo a falta longe da área. Porém, Hernanes bateu mal e desperdiçou a chance. Foi a única chance do São Paulo nos 10 primeiros minutos. O Palmeiras marcou o tricolor com muita pressão e dominou o início da partida.

Aproveitando um contra-ataque, Jean lançou Washington que arrancou e chutou com perigo para o gol de Marcos. O São Paulo melhorou um pouco e conseguiu dois ataques seguidos, desta vez Dagoberto driblou dois defensores, mas foi travado dentro da área na hora do chute. Depois destas duas chances, o jogo ficou mais equilibrado e Marcos começou a ter algum trabalho a partir dos 15 minutos do primeiro tempo.

Logo aos 21 minutos, o zagueiro alviverde Mauricio Ramos, que já vinha sentido uma lesão, caiu após uma bolada e foi substituído por Marcão. Com a entrada do zagueiro, o time de Muricy Ramalho mudou o jeito de jogar. Edmilson foi recuado para a zaga e o Palmeiras passou a jogar no esquema 3-5-2, parecido com o São Paulo. Isso deixou o meio-campo mais congestionado e a partida ficou mais parada, com muita troca de passes laterais, ao contrário do início movimentado.

Com o jogo mais equilibrado, aos 29 minutos o São Paulo teve sua chance mais perigosa até então. Em um chute forte de Washington, que recebeu belo passe de Dagoberto, o goleiro Marcos teve bastante trabalho, mas fez ótima defesa e mandou a bola para escanteio. Logo após a jogada, o camisa 9 tricolor sentiu uma contusão no abdômen e cinco minutos depois pediu substituição, mas para o alívio do treinador Ricardo Gomes, ele se recuperou e voltou para a partida.

O primeiro tempo começou com o Palmeiras melhor e pressionando, mas o São Paulo equilibrou o jogo e obteve algumas chances mais claras de gol quando teve a posse da bola, assim Marcos teve mais trabalho que Rogério. O fim da primeira etapa continuou com muita marcação e a única boa jogada de um dos dois times depois dos 35 minutos foi do Palmeiras, Diego Souza recebeu passe, arrancou e chutou da entrada da área, mas pegou mal na bola e foi para a linha de fundo, sem perigo para o gol de Rogério Ceni.

Jogo ainda mais fraco no segundo tempo

Os dois times voltaram do intervalo com mudanças. Ricardo Gomes sacou Hernanes, que sentiu uma lesão, e colocou Arouca no jogo; Muricy Ramalho trocou Ortigoza por Souza. Apesar das substituições, os primeiros cinco minutos da etapa final ainda mostraram uma pequena superioridade tricolor.

A partir dos sete minutos o Palmeiras reagiu. Três boas jogadas seguidas: chute travado de Diego Souza dentro da área, cabeçada para fora de Marcão em cobrança de escanteio e cobrança de falta de Cleiton Xavier para dentro da área.

Aos 12 minutos, Borges entrou no lugar de Washington, que ao sair de campo disse que podia ter continuado na partida, tirando a possibilidade de a substituição ter sido pela lesão sofrida no primeiro tempo. E aos 16, Muricy tirou Cleiton Xavier, que era dúvida para o clássico por conta de uma lesão no tornozelo direito, e colocou Deyvid Sacconi no jogo.

A qualidade técnica caiu bastante do primeiro tempo para o  segundo tempo. O Palmeiras teve quatro chances até os 20 minutos, nenhuma com grande perigo. Só aos 22 o São Paulo teve sua primeira finalização do segundo tempo, com um chute de fora da área de Arouca, que Marcos espalmou e a bola foi por cima do gol. A chance parece ter animado um pouco o tricolor, mas o time errou muitos passes perto da área palmeirense e não conseguiu finalizar.

Aos 29, Ricardo Gomes colocou Hugo no lugar de Dagoberto para tentar melhorar um pouco esse último passe. Mas a primeira chance depois da substituição foi do Palmeiras. Armero arrancou para receber um bom passe na entrada da área, chutou forte de primeira e Rogério Ceni se esticou para mandar a bola pra escanteio.

Sabendo que precisava da vitória para se aproximar da liderança, o São Paulo colocou a bola no chão e atacou mais, mas pecou nas finalizações. E depois das investidas tricolores, o Palmeiras conseguiu controlar o jogo que terminou empatado, resultado que foi melhor para o Verdão, que segue na liderança do Brasileirão. As duas equipes ganham um ponto e continuam, por enquanto, mas mesmas posições.

Próximos jogos

Na próxima rodada o Palmeiras recebe o Barueri no sábado. O São Paulo vai a Minas e encara o Cruzeiro no domingo.

FICHA TÉCNICA

SÃO PAULO 0 X 0 PALMEIRAS

Local: Estádio Cícero Pompeu de Toledo (Morumbi)
Data: 30/08/2009
Hora: 16hs
Público: 41.083 pagantes
Renda: R$ 1.412.320,00

Árbitro: Heber Roberto Lopes
Auxiliares: Edmilson Corona e Vicente Romano Neto
Cartões amarelos: Diego Souza e Obina do Palmeiras; Miranda e Jorge Wagner do São Paulo

São Paulo:
Rogério Ceni; Renato Silva, André Dias, Miranda; Jean, Richarlyson, Hernanes (Arouca, intervalo), Jorge Wagner, Junior Cesar; Dagoberto (Hugo, aos 29m/2ºT), Washington (Borges, aos 12m/2ºT)
Técnico: Ricardo Gomes

Palmeiras:
Marcos; Wendel, Mauricio Ramos (Marcão, aos 21m/1ºT), Danilo, Armero; Edmilson, Pierre, Cleiton Xavier (Deyvid Sacconi, 16m/2ºT) Diego Souza; Ortigoza (Souza, intervalo) e Obina
Técnico: Muricy Ramalho

Essa matéria também foi postada pelo autor no site FutNet